Daqui a 10 anos

Renato Follador


Cópia de Um homem tanto falou que seu vizinho era ladrão, que o vizinho acabou sendo acusado de um delito e preso. Logo, descobriram que o rapaz era inocente. Ele foi solto, e, após a humilhação, resolveu processar o-4

Daqui a dez anos, os Correios não vão entregar uma carta mas, sim, mercadorias compradas na Internet. Ah, e documentos serão só digitais.

Daqui a dez anos, os shoppings centers não terão lojas, mas serão centros de gastronomia, entretenimento e serviços. Lembrem que disse que, cada vez mais, as compras serão online.

Daqui a dez anos, não serão mais construídas escolas de primeiro e segundo grau. Aliás, muitas hoje estão vazias e os aluninhos sendo remanejados para outras que possam concentrar mais crianças. A razão? É que a taxa de fecundidade está em 1,7 filho por brasileira, muito diferente de 50 anos atrás, quando era de 6,4 filhos em média.

Daqui a dez anos, São Paulo terá 18% da sua população com mais de 60 anos e vão faltar “creches” para idosos, pois os filhos não terão como cuidar deles na velhice.

As profissões estão mudando, surgindo especializações jamais imaginadas, empregos desaparecem, quem trabalha em fábricas são robôs, transações bancárias são pelo computador, já se faz cirurgias à distância e pasmem, governantes administram um Brasil de 50 anos atrás, que não existe mais.

Não vejo um planejamento ou sequer ação para esse novo Brasil que surge- ou esse novo mundo.

As propostas são para administrar algo que está desaparecendo, se esvaindo e não para o porvir.

Acima de tudo precisamos de visão estratégica de futuro.

O Brasil é administrado por motoristas que só olham o retrovisor.

 

 

 

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