Dinheiro de Previdência não se mistura

Renato Follador


Segundo a Serasa, 23% dos casais brasileiros tem brigas rotineiras sobre finanças. E diferenças sobre dinheiro levam a divórcios no longo prazo.

O problema é que o mundo mudou, as relações na família mudaram, mas o tema dinheiro entre o casal ainda é tabu.

Até meados do século passado, os papéis estavam claros: a mulher da porta da casa para dentro, como cuidadora, o homem da porta da casa para fora, como provedor.

Com o feminismo e a ida das mulheres para o mercado de trabalho, os papéis se misturaram. Mas o casal não fala sobre isso. 

Muitos me perguntam a fórmula ideal das finanças dos casais. Resposta: não há. Mas há a estratégia ideal, de nome diálogo; sempre. E planejamento financeiro familiar.

Se não conseguir ou souber, procure um consultor. É melhor gastar pouco com ele agora que muito com advogados depois.

Uma equação que pode dar certo é: da renda líquida de cada um, depositem 80% numa conta conjunta. Esse dinheiro é para pagar todas as despesas da família e para investir para o curto e médio prazo. Por exemplo, para uma viagem ao exterior, comprar um carro, pagar uma faculdade particular para um filho ou trocar de imóvel.

Dos 20% restantes, 10% é para cada um gastar como quiser. E os outros 10% é para o longo prazo, para a aposentadoria. Este é um projeto individual. Dinheiro de previdência não se mistura, pois casamentos podem ser desfeitos e não haverá mais como recuperar o tempo perdido.

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