Divorcie-se do Banco

Renato Follador

É cada vez maior o número de clientes que decidem migrar seus recursos de previdência privada. Aumentou em 25% o número de portabilidades.

O que é isso? Pois isso é a chance que quem tem um Plano, e está descontente, cair fora dele, migrando para outro Plano de outro banco, seguradora ou fundo de pensão, sem pagar um centavo de imposto.

Os motivos para a migração são diversos: custo alto, rentabilidade baixa por muito tempo, gerente que não sabe responder a segunda pergunta sobre previdência ou mau atendimento.

Feito o pedido, em cinco dias úteis, o banco ou seguradora anterior tem que transferir tua poupança previdenciária para alguém que você julgue que pode administrá-la melhor.

Em se tratando de investimentos, esse negócio da portabilidade só existe na previdência privada e é um de seus atrativos. Se você está num fundo de investimento e descontente, tem que resgatar o dinheiro e pagar imposto, para só então migrar para outro fundo.

Olha, pior que não ter previdência privada é ter uma e não olhar. Não acompanhar o seu desempenho.

É tudo que o banco quer. Lá na frente você vai constatar que os bancos ganham primeiro para eles e o que sobrar vira tua aposentadoria.

Mas atenção: só dá para portar PGBL para outro PGBL ou fundo de pensão. E de VGBL para VGBL.

Diferente do casamento, na previdência privada, divorciar-se do banco tende a te tornar mais rico.

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