Do homem das cavernas ao homem tecnológico

Renato Follador


Cópia de Felicidade-2

A descoberta do fogo mudou a história do homem das cavernas.

O calor que aquecia, a luz que permitia enxergar durante a noite, a proteção contra animais ferozes, a possibilidade de assar alimentos, de estar com a prole e acima de tudo a meditação. É, de tanto olhar para a chama, entravam em transe e recebiam mensagens fundamentais que proporcionariam a evolução da raça humana.

Já o advento da tecnologia da informação e da Internet mudou os rumos da humanidade.

Da mesma forma, quando olhamos, hoje, um ser humano em transe, desconectado do mundo exterior, ao olhar a tela do computador, do tablet ou do smartphone, acessando e se comunicando através de redes sociais, percebemos que nada será como antes.

Agora, se, quando em transe, a comunicação dos homens das cavernas era com seres superiores, espiritualmente elevados, que transmitiam mensagens para o progresso da raça humana, hoje, quando em transe, à frente da tela do computador, a comunicação do internauta não é com seres superiores, mas com seres encarnados até inferiores a ele. Trava-se diálogos inúteis, fúteis, joga-se joguinhos que podem promover tudo, menos evolução espiritual, até pela violência que muitos enaltecem.

Pior, a tecnologia está nos afastando de quem está próximo. Vocês já tentaram falar com um filho enquanto ele manuseia o smartphone?

Pois é, o ser humano percorreu um longo caminho para terminar sozinho.

A pandemia é uma tragédia, mas obrigou as pessoas ao recolhimento e ao convívio familiar.

 

 

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