Duas Vidas

Renato Follador


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“Todo ser humano tem duas vidas. A segunda começa quando ele descobre que só tem uma!”

A frase de Confúcio foi citada por gente que foi entubada e saiu da COVID.

Agora, será mesmo que precisamos passar por tragédias para aceitar e valorizar coisas já refletidas há milênios?

Para aqueles que não valorizam a vida, pergunto: existe algo mais doce e único do que o abraço de um filho, o beijo de uma mãe?

Existe algo mais sublime do que ver a natureza exuberante mudar a cada estação e sempre nos deslumbrar por sua beleza e perfeição?

Por os pés nas águas do mar, sentar no banco do parque para só escutar a sinfonia dos pássaros e olhar o balé das árvores. Ou alimentar-se daquele prato especial, ainda mais sendo feito pela mãe?

Olhar o céu e ver aquele mundão de estrelas, ali, tudo juntinho sem competir, sem se esbarrar e sem uma apagar o brilho da outra.

Existe benção maior que acordar todo dia e ter trabalho, ser útil, fazendo o que nos dá prazer?

Existe algo melhor que encontrar um amigo e colocar os assuntos em dia, rindo das situações cotidianas?

Existe momento mais completo que o de uma grande conquista pessoal, seja ela qual for?

Pegar um filho pela primeira vez nos braços e ver nele traços físicos nossos e traços espirituais de Deus.

Olha, como dizia Chaplin: “a vida é muito para ser insignificante”.

Pense nisso quando pensar em reclamar da vida… especialmente porque, diferente de muitos, você está vivo.

 

 

 

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