Educar

Renato Follador


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No mundo tecnológico e competitivo de hoje é muito difícil educar um filho.

Diferente de outrora, as informações passadas em casa são ínfimas diante do acesso ilimitado às que vem da Internet, das redes sociais e dos amigos virtuais.

Tão difícil quanto educá-los é orientá-los quanto ao caminho a seguir na vida profissional, para que não sejam prisioneiros de escolhas mal feitas.

Para os meus filhos, digo que há dois tipos de pessoas: as que fazem as coisas e as que ficam com os louros. Procurem ficar no primeiro grupo, pois lá há menos competição e é onde estão os que verdadeiramente mudam o mundo.

Diante do fracasso, digo-lhes que devemos aprender com as primaveras, a nos deixar cortar para poder voltar inteiros. Ser como as ondas do mar, que fazem de cada recuo um ponto de partida para um novo avanço. E que quando nada é certo, tudo é possível. Por isso não devemos só não perder as oportunidades, mas principalmente achá-las. E é quando fugimos de decisões que decidimos pelo pior.

No diálogo permanente com meus filhos- e talvez isso faça toda a diferença- lembro-lhes que a gente não pode escolher como ou quando vai morrer. Só como vamos viver agora.

Hoje, eles sabem que a pele se enruga, o cabelo embranquece, os dias se convertem em anos, mas tudo sempre dependerá de uma única coisa: nossa força interior.

Não sou um pai perfeito, mas, com certeza, presente.

 

 

 

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