Empregado ou autônomo

Renato Follador


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Antigamente, os melhores empregos eram os das empresas estatais.

O sonho de qualquer mãe era que o filho passasse, por exemplo, num concurso do Banco do Brasil. Carteira assinada, futuro garantido. Os melhores partidos nas cidades do interior eram, pela ordem, o médico, o gerente do banco e o prefeito. Sim, o prefeito por último porque podia perder o cargo e os outros não.

Em 50 anos, o mercado de trabalho mudou. Hoje, é raro alguém fazer carreira na mesma empresa. O número de autônomos e dos informais supera os 60 milhões que têm emprego formal. E quem o tem, trabalha 3 anos numa empresa, 2 noutra, fica desempregado um tempo, vira autônomo, depois consultor e assim vai.

Isso me faz refletir: no Brasil, um pai diz ao filho “estude, faça faculdade e consiga um bom emprego”. Nos EUA, outro pai diria “estude, abra uma empresa e tenha muitos empregados”. Não por acaso é a uma potência econômica. Aliás, fazer de si mesmo uma empresa é a base do conceito “Você e Cia.” de William Bridges.

Agora o mundo é dos ousados e dos pró-ativos. Dos empreendedores, que tem a arte de materializar a imaginação e de ser dono de sua vida, mesmo que implique em riscos ou vexame.

A pandemia nos empurrou para o caminho da autonomia. Não procure mais emprego, mas trabalho e, se possível, sem chefe.

 

 

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