Empurrar a vaca

Renato Follador


É mais fácil segurar dois bois do que empurrar uma vaca.

Como é difícil botar na cabeça do brasileiro a importância de poupar. Mais ainda para o longo prazo, para a aposentadoria.

E como é fácil induzi-lo a consumir.

Pois a poupança e o consumo são dois inimigos eternos.

O consumo sempre vence onde a burrice impera, onde a educação financeira é precária, onde a distribuição de renda é injusta.

Natal, as pessoas emotivas, mais relaxadas, aproximam-se as férias, entra um dinheiro extra, um ambiente propício para que o supérfluo pareça necessário.

A metáfora usada com as crianças, que recebem presentes materiais para simbolizar o presente espiritual que a humanidade recebeu com o nascimento do Cristo, é apropriada por adultos para comprarem coisas que não precisam, com dinheiro que não tem, até para impressionar alguém.

Pense nos momentos felizes na tua vida e veja que não encontrará objetos, mas pessoas que ama.

Por fim, um dia, logo ali na frente, você vai desejar muito dormir até mais tarde, tirar uns dias  para não fazer nada ou visitar filhos e netos.

E ainda, viajar com quem ama, ir à praia na quinta e voltar na segunda, escapando do estafante tráfego dos finais de semana. Para tudo isso, precisará ter dinheiro sem precisar trabalhar, e lembrará da frase: repelir o supérfluo no presente é assegurar o necessário no futuro.

Você tem duas opções: aprender isso já ou lá na frente, quando não houver mais tempo para remediar o passado.

 

 

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