Engarrafamentos e Previdência

Renato Follador


Há vinte anos, as rodovias em direção ao litoral são exatamente iguais quanto a traçado e quantidade e largura de pista. Por outro lado, o número de veículos que nelas trafegam multiplicou por dez em feriados como o que vem aí. Resultado: uma viagem que levava 2 horas, 2 décadas atrás, leva 8 horas hoje. Os engarrafamentos gigantescos transformam em irritação e stress aquilo que era para ser descanso e lazer.
A causa de tudo isso? Falta de planejamento e de dinheiro.
Fazendo uma analogia com a previdência social, há quatro décadas, uma pessoa se aposentava e tinha pela frente uns quinze anos de sobrevida. Hoje, com o aumento da longevidade, ela se aposenta e tem pela frente trinta anos de sobrevida. O dobro.
Resultado: uma aposentadoria que correspondia a 20 salários lá atrás, hoje chega a, no máximo, 5,9 salários. Se a política anual de correção do salário mínimo continuar e com a longevidade aumentando, aposentados vão receber, no máximo, 3 salários daqui a 30 anos.
A causa de tudo isso? Também falta de planejamento e de dinheiro suficiente para pagar aposentadorias por um tempo cada vez maior.
Ocorre que, quanto à viagem, podemos sempre desistir dela. Especialmente em períodos de crise como este. Agora, quanto à aposentadoria, não dá para desistir de seguir vivendo quando idoso. O que resta é morrer trabalhando ou planejar melhor o futuro tendo um plano B.

Consultas sobre finanças e previdência : (41) 3013-1483

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