Esperar não prejudica

Renato Follador

O Marco Antônio, de Porto Alegre, contribui há 35 anos para o INSS e tem 58 anos de idade. Como já tem tempo de contribuição para se aposentar, me pergunta se deve pedir a aposentadoria já ou esperar a reforma. Diz que tem medo de esperar e ter que se aposentar pelas novas regras que vierem.
Olha, essa resposta vale para muita gente que já cumpriu o tempo de contribuição, continua a trabalhar e não sabe o que fazer.
Vamos lá.
Primeiro, para quem já cumpriu a carência na lei atual, há a garantia chamada de direito adquirido. Mesmo que não tenha pedido a aposentadoria, tinha cumprido as condições para pedi-la.
Segundo, vamos às fórmulas de cálculo atuais. Existem duas: o fator previdenciário e a fórmula 85/95 progressiva. Essa última vai ser a primeira a cair, pois foi um tiro no pé do governo Dilma.
Mas ela vai vigorar até a reforma. Somadas a idade e o tempo de contribuição do Marco Antônio dá 93. Para ele ter a “integralidade” precisaria somar 95 esse ano e 96 a partir de janeiro de 2019. Ora, se ele trabalhar mais 1 ano e meio, além desse tempo adicional de contribuição, terá mais um ano e meio de vida e atingiria o numeral 96.
Portanto, resta a ele rezar para que a reforma não seja promulgada dentro de um ano e meio.
Agora, se ela vier, ele poderá se aposentar pelo fator previdenciário, com aposentadoria maior daquela que pedisse hoje, pois terá, também, contribuído por mais um tempo e estará mais velho.

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