Fracasso

Renato Follador


Certa vez, duas moscas caíram num copo de leite.

A primeira era forte, valente, porém não persistente. Ao cair, nadou até a borda do copo, mas como a superfície era lisa e suas asas estavam molhadas, a mosca desanimou, parou de se debater e afundou.

Sua companheira de infortúnio, não era tão forte, mas tenaz. Continuou a se debater e a lutar. Aos poucos, com tanta agitação, o leite ao seu redor formou um pequeno nódulo de manteiga, no qual ela subiu e de onde conseguiu levantar voo.

Tempos depois, essa mosca tenaz caiu novamente num copo, desta vez com água. Como pensou que já conhecia a solução do problema, começou a se debater, pois, no devido tempo, se salvaria.

Outra mosca, vendo a sua aflição, pousou na beira do copo e disse: “Tem um canudo ali, nade até lá e suba”.

A mosca tenaz respondeu: “Pode deixar que eu sei como sair.” Um tempo depois, exausta, afundou na água.

É, soluções do passado podem não funcionar em contextos diferentes e se a única ferramenta que você conhece é o martelo, todo problema parece prego. 

E, como os japoneses dizem, na garupa do sucesso vem sempre o fracasso. 

Mas o fracasso é a escola dos inteligentes e competentes.

E sabedoria é aprender com o fracasso dos outros.

Essa é uma reflexão ótima para quem nos lidera em tempos de pandemia.

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