Home, de casa

Renato Follador


Milênios atrás, aldeias e aglomerados de pessoas surgiram para facilitar o escoamento dos excedentes de produção agrícola ou para facilitar a contratação de mão de obra.

Já nas sociedades industriais, as metrópoles surgiram das tarefas no chão de fábrica e das linhas de produção, que necessitavam de pessoas reunidas em um mesmo espaço físico.

Criava-se, assim, o fenômeno da concentração urbana.

Surge a necessidade infraestrutura, água, energia, hospitais, escolas e tudo que uma comunidade exige.

Como era lá que a riqueza estava, mais interioranos partiam de seus vilarejos para buscar educação, emprego e prosperidade, às custas de uma qualidade de vida precária e o afastamento do núcleo familiar.

Resultado: conglomerados urbanos caóticos, congestionamentos de trânsito e problemas dos transportes coletivos. Mais gastos para o erário, mais impostos, sem falar no encarecimento da moradia, alimentação e transporte para o cidadão.

Agora, a tecnologia da informação e da comunicação mudou tudo, descentralizou a produção, conectou pessoas distantes e, antecipada pela pandemia, trouxe uma nova forma de viver e produzir, com uma qualidade de vida melhor, pela proximidade do lar e da família.

Para quem duvida das mudanças, os escritórios da XP Investimentos, gigante do sistema financeiro, estão se transferindo da Avenida Faria Lima, em São Paulo, para São Roque, a 60 quilômetros do centro, e intensificando o home office.

O trabalho está mudando de ambiente, com você junto.

 

 

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