Imposto

Renato Follador

Ninguém gosta de pagar imposto. Especialmente no Brasil, onde sabemos que a maioria do dinheiro arrecadado é para pagar uma máquina pública ineficiente e inchada, para dizer o mínimo. Onde sobra quase nada para investir.

Por isso, até amadurecermos como cidadãos, que cobram de seus governantes o direcionamento correto do suado imposto pago, devemos aproveitar as oportunidades de não pagá-lo.

Legalmente, há uma: depositar numa previdência privada em teu nome.

É isso aí: quem contribui para um plano desses, pode abater até 12% da renda total anual na hora de declarar imposto de renda. E economizar um bom dinheiro.

Além disso, diferentemente dos fundos de investimento, que cobram imposto de renda a cada seis meses- o famoso come-cotas- as aplicações da previdência privada não têm imposto.

Penso assim: por que dar dinheiro para o governo federal, que gasta mal, se posso guardar em meu nome num fundo de pensão que aplica bem? É um duplo ganho.

Agora uma observação: esse incentivo fiscal de 12% do imposto de renda só vale para quem tem PGBL ou Fundo de Pensão. Quem tem VGBL não tem direito.

Mais uma dica: para ter direito ao incentivo, o contribuinte deve também ser contribuinte do INSS, exceto se o Plano for em nome de filhos com idade até 16 anos.

Olha, não entendo como gente esclarecida não enxerga isso e, ainda, aposta seu futuro só no INSS.

E se imposto fosse bom, não seria obrigatório e teria outro nome.

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