Meu tempo

Renato Follador


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Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para frente do que já vivi até agora.

Isso me fez pensar no que já realizei e no que ainda poderei fazer.

Me fez refletir, também, no que eu não gostaria mais de fazer, por ter perdido meu tempo, o bem mais precioso que alguém pode ter numa vida.

E concluí que já não tenho tempo para lidar com mediocridades. Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflados. Não tolero gente presunçosa. Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte.

Não quero que me convidem para eventos de um fim de semana com a proposta de abalar o milênio.

Não participo de reuniões intermináveis para analisar o balanço do condomínio ou definir o síndico do prédio.

Já não tenho tempo para projetos megalomaníacos, conferências que estabelecem prazos fixos para mudar a economia do país ou seminários para debater o que os outros estão fazendo melhor que nós.

Finalmente, concluí que o meu tempo tem que ser destinado para fazer o bem, não importa a quem, tampouco a quantos.

Se eu puder melhorar a vida de quem está a meu lado, seja quem for, já estarei justificando o ar que respiro, valorizando meu tempo e ensinado aos outros pelo exemplo.

Não quero mais participar de estudos, de discussões, mas de ações, mesmo que sejam para beneficiar um só.

 

 

 

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