Modernidade Líquida

Renato Follador


Com a Revolução Industrial no final do século XIX surgiram as grandes estruturas, fábricas gigantescas, a produção em série- da qual Henry Ford foi o símbolo- os sistemas hierárquicos de gestão, os processos rígidos, a dependência, o emprego seguro, a carreira pré-determinada, a aposentadoria programada e o futuro garantido.
Tudo era estável, feito para durar. Por isso produtos e pessoas não mudavam.
Um dos maiores intelectuais vivos- o sociólogo Zygmut Bauman- rotulou a fase de modernidade sólida.
Ocorre que, passados mais de um século, tudo que vimos nossos avós e pais praticarem e viverem não existe mais. Segundo Bauman, a modernidade agora é líquida, fluída. Fruto da evolução tecnológica, não há tempo para condensar nada. Nada é feito para durar. Tudo muda muito rápido. Tudo é novo só por 24 horas.
As instituições e empresas são mais leves, menos hierarquizadas. Algumas estão no notebook do empreendedor, que não tem sede, pois precisa de agilidade para correr o mundo investindo em novos projetos de novas oportunidades.
Os empregos são temporários, as profissões mudaram, a dependência deu lugar à interdependência, à colaboração de talentos que se completam para atingirem objetivos comuns. O Uber e a uberização chegaram.
Não há mais chefes, mas líderes. Não há mais carreira, mas projeto de vida, que muda ao longo do caminho.
E as palavras-chave são: leveza, criatividade, parceria e adaptabilidade.

Consultas sobre finanças e previdência : (41) 3013-1483renato.follador

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