Morretes e Camboriú

Renato Follador


morretes

Os curitibanos gostam de ir comer barreado em Morretes, onde tenho casa há 25 anos.

Os europeus também, deslumbrados pela Serra do Mar e sua exuberante natureza.

Agora, não consigo entender um litoral a uma hora de Curitiba, com cidades históricas, um clima privilegiado, belezas naturais e um povo acolhedor, que nunca recebeu atenção de nenhum governo nas últimas décadas.

A verdade é que nosso litoral apenas sobrevive. O pouco progresso só graças aos bravos empresários da gastronomia local e dos donos de pousadas.

Agora, comparo essa situação com a de Camboriú, onde passei o último final de semana.

O Balneário era do tamanho de Morretes há 50 anos. Hoje, com os investimentos lá feitos, uma metrópole maravilhosa, com centenas de restaurantes, lojas abertas até tarde da noite, uma economia pujante e uma natureza abundante. E dá para aproveitar tudo a pé, de bicicleta, nas ciclovias, ou de bondinho disponibilizado pela Prefeitura.

Mas o que mais me chama a atenção são as pessoas e o astral. A cidade é alegre e de gente bonita; principalmente os velhos. Lá não tem desemprego. Aliás, desempregados só os velhos, que têm aposentadorias vultosas de fundos de pensão.

Olha, amigo, lá está a prova de que poupar para a velhice dá certo e de que o governo enxergou o enorme potencial de aposentados endinheirados.

Morretes, um dia, poderia ser uma opção no Paraná. Aliás, nosso litoral e suas baías belíssimas.

 

 

 

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