O bobo e o sábio

Renato Follador


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No Nepal, li uma frase sobre comportamento que me marcou muito: “quando se encontram um bobo e um sábio, quem mais aprende é o sábio”.

O bobo sempre acredita ser dono da verdade, tem a prática de falar para demostrar erudição que não tem. Já o sábio sabe que nada sabe, que quanto mais conhecimento tem maior seu distanciamento da sabedoria suprema, e tem a prática de ouvir, pois sabe que até dos mais humildes e desprovidos de inteligência aprendemos alguma coisa.

Em tempos de Google, como é comum encontrar gente discorrendo sobre assuntos dos quais leu somente o título. As pessoas não se aprofundam em nada, mas falam sobre tudo e todos.

Os cultos de “headlines” ou manchetes.

E as redes sociais apareceram para disseminar a ignorância, a prepotência, a aparência falsa e o fanatismo.

Fanatismo é sinônimo de, mesmo podendo, não querer pensar, abrir mão da capacidade de refletir sem dogmas.

O espírito de um fanático é como a pupila do olho: quanto mais intensa é a luz, mais ele se contrai.

O fanático é o bobo da frase dos himalaias.

Como existem bobos fanáticos nestes tempos em nosso país!

Mas os sábios sempre aprendem com eles. Aprendem a pensar e agir diferente.

Confirmam que sabedoria só há no caminho do meio, no equilíbrio, no respeito à diversidade de pensamento, na flexibilidade de Milton Campos que idoso disse: “graças a Deus vivi muito tempo para mudar de opinião muitas vezes”

 

 

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