O privilégio de aposentar-se em Balneário

Renato Follador


O mar parecendo um espelho, com o sol refletindo nele, céu de um azul intenso, mas muito menos gente na rua, Balneário Camboriú contrasta com aquela cidade movimentada, turbulenta, cheia de vida e de alegria.

O COVID chegou e afugentou turistas e moradores da orla. E, olha que, destes, dezenas de milhares deixaram de circular.

A razão: Balneário é a cidade da terceira idade de quem planejou sua velhice. Dos aposentados por fundos de pensão, pela previdência privada.

Eles escolheram este paraíso para desfrutar, depois de longos anos de trabalho, de uma velhice tranquila, segura, com conforto e com tudo que o dinheiro pode comprar.

De uma beleza única, o recortado e montanhoso litoral de Santa Catarina sempre atraiu gente do Brasil inteiro, mas Balneário Camboriú sempre foi o destino preferido para morar.

Para mim, esta cidade é o símbolo de que, mesmo para o trabalhador comum, planejamento dá certo.

A poupança feita enquanto trabalhavam, aplicada por décadas por profissionais competentes no mercado financeiro- e não por gerentes de bancos que só querem bater metas do patrão para manter o emprego- aliada à segurança de poder andar sozinho na rua a qualquer hora do dia sem ser atacado  ou roubado, somada às ilimitadas opções de compra, lazer e alimentação ainda vai atrair muitos idosos que buscam qualidade de vida.

Se você pensa em ser um deles, comece poupar e investir num fundo de pensão.

Se não se mexer, lamento, mas a preguiça caminha tão lentamente que a pobreza não precisa se esforçar muito para alcançá-la.

 

 

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