O publicitário e o cego

Renato Follador


Havia um cego sentado numa calçada em Paris, com um boné a seus pés e um pedaço de madeira escrito com giz branco: “Por favor, me ajude, sou cego”.

Um publicitário, da área de criação, que passava em frente a ele parou e viu umas poucas moedas no boné.

Sem pedir licença, pegou o cartaz, virou-o, pegou o giz e escreveu outro anúncio. Recolocou o pedaço de madeira aos pés do cego e foi embora.

Ao cair da tarde, o publicitário voltou pela mesma rua onde o cego estava.

Seu boné, agora, estava cheio de notas e moedas.

O cego nunca soube o que estava escrito no seu novo cartaz que dizia: “Hoje, é primavera em Paris, e eu não posso vê-la”.

Há várias formas de dizer algo, mas poucas que tocam o coração das pessoas.

Quando comecei a trabalhar com previdência, pensava muito em como sensibilizar as pessoas a se preocupar com futuro. Escrevi um livro e o mais difícil foi dar o título.

Optei por “Previdência, um dia você vai precisar dela”.

Acabei ficando conhecido por esse refrão que, hoje, está na cabeça de muitas pessoas que perceberam a importância de refletir sobre a velhice e pensar nela, pois o futuro chega e é avassalador para quem não se prepara para ele.

Muitos pensadores precisaram viver uma vida para sintetizar sua sabedoria numa só frase.

Vale a pena lê-las.

 

 

Acompanhe meus comentários diários também nas redes sociais @orenatofollador e nos Podcasts da Apple, Spotify e Deezer.

 

Previous ArticleNext Article