O que recomendo com a inflação em alta

Renato Follador


Prancheta 3

 

Puxada pelos preços da comida, impulsionada pelo custo dos combustíveis e aquecida pelas confusões do governo, a inflação atingiu em novembro a taxa de 0,89%, a maior para o mês em cinco anos.
A inflação acumulada no ano, até novembro, chegou a 3,13%. Se a inflação de outubro, de 0,86%, se repetir em dezembro, a meta oficial de 4%, válida em 2020, será ligeiramente superada, com um resultado efetivo de 4,02%.

Como digo há tempos, inflação ascendente obriga o governo a rever SELIC, a taxa de juros básicos da economia, aumentando-a.

Imagino que, nos próximos três meses, isso não aconteça, mas depois é inevitável.

Então vamos lá às minhas recomendações para esses três meses, para quem tem renda:

  • Primeiro, é hora de se endividar, pois a taxa de juros não voltará ao patamar atual;
  • Segundo, se imagina trocar de casa, financie já, pela tabela SAC, com as prestações diminuindo com o tempo. Existem taxas de 5,3% ao ano + TR. Como a TR é próxima de zero, durante o prazo do financiamento você vai pagar em torno de 5% ao ano. Comparando, há 2 anos estava em 12,5%;
  • Terceiro, se for aplicar dinheiro para o curto prazo, um ano, por exemplo, deixe ele parado numa conta pagamento de um banco digital. Rende muito mais que a poupança. Tem como base o CDI, mas não tem IR, como num fundo de investimento;
  • Por fim, se estiver endividado, some todas as dívidas e hipoteque a casa para pagá-las. Juro baixo e prazo maior, a prestação será a menor possível.

 

 

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