O sorriso

Renato Follador


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Uma das maiores mudanças oriundas da pandemia foi essa máscara incômoda.

Lamentavelmente, penso que vamos conviver com ela por muito tempo.

Falta ar, embaça os óculos para aqueles que como eu não enxergam sem eles, ninguém entende o que a gente fala, temos que gritar. Sem falar que volta e meia, mesmo depois de 6 meses, esquecemos de pegá-la quando saímos de casa.

De todas as perdas, a maior, com certeza, foi o sorriso.

Ah o sorriso da pessoa amada, de um filho feliz, de um amigo que reencontramos depois de um tempo! Felizmente, tem gente que sorri com os olhos- até fala com os olhos-, mas são minoria.

O conjunto de expressões faciais de uma pessoa são uma digital e uma característica tão forte que faz com que pessoas assim não tão bonitas sejam cativantes, apaixonantes pelo conjunto da obra.

Pois é, a tal máscara esconde tudo isso. Pior, engana, porque às vezes vemos alguém fisicamente muito bonito, sarado, mas quando tira a máscara, ah que decepção!

Mas, voltando ao sorriso, um sábio certa vez disse que quem quiser vencer na vida deve, mesmo com a alma partida, ter um sorriso nos lábios

Outro disse que o sorriso enriquece os recebedores sem empobrecer os doadores.

Mas o meu preferido: a curva mais linda de uma mulher é o sorriso.

 

 

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