Paciência e Reflexão

Renato Follador


O tempo e a paciência são dois eternos beligerantes.

E se vendessem paciência nas farmácias e supermercados, muitos iriam gastar boa parte do salário nessa mercadoria tão rara hoje em dia. Aliás, vende-se, mas não a paciência como virtude e sim a sintética.

Pois bem, neste período de clausura, só muita paciência, muita conversa e muita reflexão.

A reflexão vem naturalmente em períodos como esse, quando a paura nos faz valorizar o que realmente importa na vida, o que verdadeiramente queremos e nos faz redirecionar esforços para sermos felizes nesse breve período que passamos neste planeta. Afinal, não vale a pena levantar todo dia se for para sofrer, para fazer o que nos dá desprazer, para envelhecer prematuramente na alma.

Não sabemos quanto tempo isso vai durar, por quanto tempo muitos de nós vamos suportar, até a normalidade voltar. Mas vai ter muito tempo para refletir. Ah, isso sim!

O filósofo Rousseau dizia que a paciência é amarga, mas seu fruto é doce!

Eu diria, a paciência é a reflexão esperando a oportunidade.

E a maior lição da natureza é a paciência.

Refletindo sobre este tempo, creio que ele significa o seguinte;

  • A importância do lar;
  • A tecnologia para nos aproximar e não afastar;
  • A necessidade de mais ciência;
  • A nova forma de trabalhar e produzir;
  • A solidariedade mundial e não mais regional e
  • A latente capacidade de nos destruirmos se não mudarmos.

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