Pé no freio

Renato Follador

Não é que eu não goste do comércio, mas eu prefiro a poupança.
Só depois de poupar é que se pode pensar em gastar. Aliás, como se faz nos países desenvolvidos, onde não se tem venda a prestação.
Eu mesmo adoro um eletrônico e a evolução da tecnologia, mas, primeiro, guardar.
Especialmente agora, quando há tanta indefinição.
Vejam, amigos ouvintes, 2019 só vai começar quando a proposta de reforma da previdência for aprovada. Até lá, o que podemos esperar é inércia e zero de investimento.
Porque ninguém investe para o longo prazo se não tem certeza nem do curto prazo. E investimento que gera emprego e renda é investimento na indústria, na infraestrutura e em projetos de longo prazo de maturação.
Muitos já perderam o emprego e outros vão perder até que o país tenha um norte.
Assim, o seguro morreu de velho, a desconfiança é a mãe da segurança e o pior cego é o que não quer enxergar, como diziam nossos avós.
Quando estiver na frente de uma vitrine nestes tempos, se algo te chamou a atenção, pense na resposta a essas três perguntas: eu quero, eu posso, eu preciso?
Só compre se a resposta for sim para as três perguntas.
Do contrário, você vai se arrepender, porque, normalmente, o sonho de consumo de hoje é o pesadelo da dívida de amanhã.
Por fim, não conheço ninguém que se arrependeu de poupar, mas conheço muita gente que perdeu o sono, a casa e até a família por gastar mais do que podia.

Renato Follador

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