Por que defendo o Fator Previdenciário

Renato Follador

Me perguntam por que defendo a manutenção do Fator Previdenciário para cálculo das aposentadorias na reforma que vem no primeiro dia do próximo governo.
Vamos lá. O fator leva em conta o que contribuímos e por quanto tempo, a idade na aposentadoria e a expectativa de sobrevida, ou seja, quanto tempo vamos receber aposentadorias, de acordo com o IBGE.
Multiplica-se ele pela média dos 80% maiores salários da carreira, de julho de 1994 até a aposentadoria. Perceberam, elimina-se os 20% piores, um ganho para o trabalhador.
Tecnicamente, o Fator é uma conta de resultado zero: recebe o que contribuiu dividido pelo tempo de aposentado. O tal do equilíbrio financeiro e atuarial
Hoje, o Fator é criticado.
Como só tem uma carência- tempo de contribuição de 35 anos para homens e 30 para mulheres- cumprida ela, as pessoas se aposentam jovens, e como, segundo o IBGE, vão viver em média 30 anos recebendo aposentadorias, mensalmente o valor fica baixo, embora no total seja muito dinheiro.
Agora, a reforma tem como pilar a implantação de uma idade mínima. Estima-se 65 anos. Ora, com 65 anos e 35 anos de contribuição o fator é 1,037. Ou seja, recebe a integralidade, com só 35 anos de contribuição, ao invés dos 40 anos da proposta da Câmara Federal.
Trabalhador que sabe fazer conta deveria lutar pela minha proposta e não aceitar a do governo.
Até porque é mais fácil e simples manter o que vigora há 20 anos.renato.follador

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