Poupança deveria ser ensinada na escola

Renato Follador


Segundo o conceito do ciclo econômico de vida, há duas fases deficitárias, em que somos dependentes, e uma outra, superavitária, em que somos ativos.
As fases dependentes são a que vai até a juventude e a da velhice. A outra, do meio, é a em que somos produtivos, ativos, mais ou menos dos 25 aos 65 anos.
Na primeira fase, dependemos dos pais, mas, a partir dos 25 anos, tudo vai depender de nós mesmos e de nossa capacidade de poupar para a terceira fase, a da velhice.
Vamos imaginar que precisemos de R$ 450.000,00 de reserva previdenciária na hora da aposentadoria, para dela extrair uma renda mensal até a nossa morte.
Acumular isso dos 25 aos 65 anos nos custaria uma contribuição mensal de uns R$ 250,00. Já começando mais tarde, dez anos depois, constituindo essa reserva dos 35 aos 65 anos, a contribuição mensal necessária seria de R$ 500,00. O dobro.
Perceberam a importância do tempo e dos juros?
Para se ter ideia da força dos juros, depois de 35 anos poupando para aposentadoria, incríveis 69% da nossa reserva previdenciária vem dos juros, 5% de incentivo tributário que o governo dá e só 26% é dinheiro que sai do nosso bolso.
É isso aí: começar cedo implica menos sacrifícios. O ideal seria desde o primeiro salário.
Pergunto, então: por que não se ensina isso nas escolas?renato.follador

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