Poupar é diferente de Investir

Renato Follador


Caderneta de poupança, ah essa centenária caderneta enraizada na nossa cultura.
Em 2018, os depósitos da caderneta superaram os saques em R$ 38,2 bilhões. Melhor resultado em 5 anos.
Olha, eu combato muito a caderneta como investimento.
Vejam, até 2.017, a caderneta rendia 6,17% ao ano mais a variação da TR, o indexador da inflação no período Collor, mas que hoje não chega a 1%. Logo, baixo rendimento.
A partir de então, com a queda dos juros, sempre que a SELIC chegar a 8,5%, definiu-se que a caderneta renderia 70% da Selic mais a TR, ou seja, menor ainda.
Resumo: a poupança ficou em 10º lugar entre as aplicações financeiras em 2018, mas no final de dezembro eram R$ 797,2 bilhões nela depositados.
Eita povo despreparado financeiramente!
Mas vou fazer aqui uma observação.
Quem aplica na caderneta poupa, e isso é uma virtude.
Mesmo quem compra um carro financiado poupa, pois, se não tivesse o carnê mensal, certamente torraria aquele dinheiro. Assim, mesmo com o carro desvalorizado, ao fim do financiamento, ele pode vender e recuperar um valor de poupança.
Agora há uma diferença brutal entre poupar e investir.
Na hora de investir, ponderando entre rentabilidade e risco, temos que considerar o custo de oportunidade, que significa a possibilidade de ganhar mais com o mesmo risco.
O mercado financeiro brasileiro é um dos mais sofisticados do mundo e exige expertise financeira.
Consulte um especialista, para não ser iludido pelo gerente do banco.

Por Renato Follador,
Consultor em Previdência e Finanças.

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