Previdência obrigatória

Renato Follador


Prancheta 1

 

O cidadão médio brasileiro não tem o hábito de poupar.

Falta educação financeira e visão estratégica de longo prazo.

Assentado numa cultura ibérica- na qual se espera tudo do governo- e em décadas de inflação estratosférica, quando o dinheiro de ontem valia menos no dia seguinte, acostumamo-nos a viver o curto prazo e deixar o futuro ao Deus dará ou ao governo, como se o Estado de Bem-Estar Social ainda existisse no mundo.

Um Estado que já pagou 20 salários de aposentadoria, hoje paga, no papel, no máximo 6.

Porém, as pessoas não se tocam. Apesar da fartura de informação e comunicação, são raros os que estudaram o impacto da reforma da previdência nas suas vidas.

Por ela, o cálculo da aposentadoria considerará todos, eu disse todos os salários, desde aquele minguado do início da carreira, até o último antes da aposentadoria, e, lógico, até o teto, de uns R$ 6.000,00 hoje.

Logo, na média, as aposentadorias serão de uns R$ 3.000,00.

Como a inércia é uma poderosa força, propus que houvesse uma previdência privada obrigatória para a faixa entre 3 e 6 salários, sem cobrar mais encargos do empregador e do trabalhador. Para além de 6 salários seria como já é hoje: previdência privada voluntária.

Lá na frente o trabalhador teria duas aposentadorias e a possibilidade de uma renda de uns 6 salários.

Olha, é mais fácil puxar um boi do que empurrar uma vaca. Se não empurrarmos os imprevidentes para essa poupança, os idosos serão ainda mais pobres no futuro.

 

 

 

Acompanhe meus comentários diários também nas redes sociais @orenatofollador e nos Podcasts da Apple, Spotify e Deezer.

Previous ArticleNext Article