Que país deixar para os nossos filhos

Renato Follador


Na vida, muita gente não atinge seus objetivos não por incapacidade de atingi-los, mas por não saber aonde dirigir-se.

Mais uma eleição se aproxima, e eu ouço a mesma fala batida de renovação. Ela é muito pouco. Inclusive na última eleição, a renovação foi grande, mas não basta mais do mesmo.

A renovação deve também pressupor aperfeiçoamento, qualificação, moralização. Por isso é fundamental olhar a história dos candidatos, pois precisamos renovar valores e não só nomes.

Temos que ter foco. Qual a meta? Hemingway já dizia: “não confunda movimento com ação”.

Quando o objetivo é muito difuso, tudo fica muito confuso.

Nem mesmo Deus, com todo o seu poder, pode atender quem não sabe o que quer.

A pergunta que fica é: o que é mais importante para realmente melhorar o Brasil?

No meu entender, basta uma coisa: educação. Todo o resto é consequência disso. Onde há educação, há oportunidades, há cultura, há voto consciente, há segurança, há competência na gestão e inteligência na decisão.

Se não podemos salvar a nossa geração, seria um ato de cidadania garantir educação e um país melhor aos nossos filhos.

Numa democracia, com educação e acesso à informação não há governo incompetente que se sustente. E o melhor governo sempre é aquele que nos ensina a governar-nos a nós mesmos.

Vote em quem defende isso, mas preste atenção em quem verdadeiramente vai fazer isso.

 

 

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