Quem Virá

Renato Follador

Não pode haver equilíbrio econômico nem prosperidade onde não há competência. Não podemos melhorar a vida das pessoas distribuindo inflação, juros altos e déficit fiscal. Riqueza se constrói na economia real e ela exige trabalho e produtividade para, depois, poder ser distribuída.

Como dizia Mario Lago, o tempo não comprou passagem de volta. Tenho lembranças e não saudades dos tempos de inflação e juros estratosféricos, o que desestimulava as pessoas e empresas em apostar na economia real e a aplicar na dívida governamental, comprando títulos de um governo irresponsável.

Mas o mundo mudou muito nos últimos 10 anos. Antes as crises afetavam países em desenvolvimento, mas, após 2008, os Estados Unidos, a Europa e, mesmo a China, sentiram o gosto da retração econômica, do desemprego, da inflação, do endividamento e do desespero.

Num mundo globalizado, ou fazemos a lição de casa ou somos expulsos da escola.


Toda mudança é difícil no começo, confusa no meio, mas linda no final.

Acho que temos um ingrediente adicional no Brasil que é o inusitado combate à corrupção. Quem diria que os maiores empreiteiros do país seriam presos, ou os líderes de partidos políticos ou até um carismático ex-presidente fosse condenado em segunda instância contando os dias para comer quentinha na cadeia?

O Brasil mudou. Quem viver até as próximas eleições verá. Vamos eleger, com certeza, gente bem mais competente e séria do que nas últimas décadas.

Consultas sobre finanças e previdência: (41) 3013-1483

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