Roda Gigante

Renato Follador

A Roda girando permite vislumbrar cenários diferentes conforme a altura em que a gente está. E, obviamente, quem sobe numa roda gigante quer atingir o ponto máximo, ter a visão mais ampla possível e, se fosse viável, ficar ali muito tempo.

E a Bolsa, hein?

Pois, para mim, a Bolsa é uma Roda Gigante, ao contrário. 

A Roda girando permite vislumbrar cenários diferentes conforme a altura em que a gente está. E, obviamente, quem sobe numa roda gigante quer atingir o ponto máximo, ter a visão mais ampla possível e, se fosse viável, ficar ali muito tempo.

Entretanto, com a Roda girando normalmente, sempre estamos em posições diferentes, algumas mais altas, outras mais baixas, umas melhores, outras piores.

E o melhor momento de sair da Roda é no chão, já na Bolsa, no topo.

O ideal seria que lá no topo houvesse um elevador para nós desembarcarmos sempre no melhor cenário, no melhor momento. 

Pois muita gente está praticando não a Bolsa, mas a Roda Gigante. Está descendo no ponto mais baixo, saindo no chão, vendendo ações no momento errado, realizando prejuízos.

Assim como a Roda Gigante continuará a girar, e o ponto mais baixo vai, mais tarde, voltar a ser o ponto mais alto, devemos praticar duas virtudes em momentos de crise mundial como o que estamos passando: perseverança e paciência.

Ah, me perguntaram quando entrar e quando sair da Bolsa.

Bem, entrar quando está escorrendo sangue pelas ruas, como agora com o coronavírus, quando muitas empresas sólidas parecem deixar de sê-lo, não por seu desempenho, mas por fatos incontroláveis externos, com forte dose emocional.

E quando sair? Sair quando o cidadão comum, quando o motorista de taxi ou o garçom disserem que estão pensando em entrar. 

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