Saindo às compras

Renato Follador


Prancheta 1

 

Estamos começando um período de inflação de oferta ou de custos.

Isso significa que não há uma pressão por demanda, as pessoas não estão comprando além do normal, até porque uma lição que a pandemia trouxe foi a importância de poupar para emergências, para o curto prazo.

A inflação decorre da falta de produtos e essa falta é resultado principalmente da falta de componentes ou commodities importados. Não tem peças para montar motocicletas, máquinas agrícolas, aço, papelão, resinas termoplásticas, produtos de alumínio, cobre, celulose papel e equipamentos de alta tecnologia, como smartphones, notebooks e tvs.

Fala-se de uma inflação de 2,5% este ano. Pode até ser, mas, no próximo ano, vai disparar.

Por que isso é importante para você, amigo ouvinte, para mim e para todos nós brasileiros?

Simples, a arma do governo para conter a inflação chama-se juros básicos da economia, a SELIC, que hoje está no menor patamar em 520 anos, em 2%.

Com o COPOM subindo a SELIC, todos os demais juros da economia, do crédito consignado, ao crédito direto ao consumidor, do financiamento habitacional ao financiamento de veículos, do cheque especial ao do cartão de crédito, tudo vai subir.

Entendem porque digo que a hora de tomar empréstimo, de financiar, é agora? Esse tempo não voltará mais. Aproveitem e saiam às compras, claro se a prestação couber no teu orçamento e você precisar do produto.

 

 

 

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