Salário mínimo por hora

Renato Follador


O trabalho mudou, só não enxerga quem é dinossauro.

Se, há um século, era necessário estar numa linha de produção de fábrica, em processos mecânicos e manuais, hoje é diferente.

O que se exige de um profissional é conhecimento, habilidade, inteligência e produtividade medida por serviços e produtos entregues em prazo previamente acordado, independentemente de onde são produzidos. O trabalho é intelectual.

Por isso, sou amplamente favorável à flexibilização do trabalho, e o home office da pandemia está aí para provar que é possível, sim, produzir mais e ter melhor qualidade de vida fora do ambiente do trabalho.

Outra coisa que poucos ainda percebem é a importância da experiência.

Se em outra época a capacidade física era fundamental para exercer um ofício, hoje, a parte pesada fica com robôs. E a experiência, principalmente aquela adquirida com erros ao longo de uma vida, é vantagem competitiva.

Disse tudo isso porque o governo proporá ao Congresso, no pacote que reunirá a reforma tributária e incentivos ao emprego, a contratação de trabalhadores por hora trabalhada, em substituição ao salário mínimo tradicional.

Haverá um salário mínimo por hora, independente do mensal. Inteligente isso. 

Aposentados e idosos que não querem mais cumprir a jornada tradicional de oito horas, mas precisam de uma outra fonte de renda, pois não se preparam para a aposentadoria, poderão ser contratados por 4 horas, 3 horas e vão ganhar proporcionalmente. 

Direitos trabalhistas retrógrados já não garantem mais empregos.

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