Sem idade

Renato Follador


Criança, adolescente, jovem, maduro, velho. Rotulamos as fases da vida como se todos os seres humanos fossem e pensassem exatamente igual.

Por exemplo: quem tem mais de 60 anos é velho. E utiliza-se essa idade em muitos países para que as pessoas tenham direito à aposentadoria.

Engraçado é que essa hipotética divisão etária existe há mais de 50 anos, embora o mundo e a longevidade tenham mudado radicalmente nesse longo tempo.

Por isso, estou criando uma nova faixa etária: os sem idade. Isso mesmo, em inglês, ageless.

Aqui incluo todos os que, independentemente da idade na carteira de identidade, são, digamos assim, atualizados, antenados, curiosos, desapegados do passado, ávidos pelas novidades, pelo conhecimento e pelas novas tecnologias. Os sem medo do novo. Os sem preguiça, os que se exercitam. Os otimistas, engraçados e sonhadores. Os que não perdem a esperança nunca.

São eles os que não se aposentam; pelo menos da vida. Os que têm sempre um novo projeto ou desafio. Gente que nunca envelhece; que amadurece.

Pessoas que poupam, pois acreditam que vão viver muito. E vão. Que vêem todo dia como importante, pois o primeiro do seu futuro.

Sem idade é quem não tem idade, mas vida. E que não quer perder o espetáculo que é vivê-la.

 

 

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