Sérgio Moro

Renato Follador

Aprendi cedo no futebol que técnico bom era aquele que sabia tirar o melhor de seus comandados, aproveitando o talento e características de cada um.

Somando habilidades e competências individuais, formava um conjunto harmônico para vencer.

E sempre havia um líder que se destacava por sua competência, talento e liderança. Este, normalmente, era a referência, o homem do treinador em campo.

Descobri depois que isso se aplica no campo empresarial, político e na vida em geral.

Quando Bolsonaro montou seu governo, fiquei otimista por dois personagens da equipe: Moro e Guedes.

Com dois líderes dessa estirpe, em dois setores estratégicos, seria fácil montar uma equipe vencedora. Bastava o capitão- que dizia não entender de nada- deixar o time jogar, pois, parecia que, pelo menos, o tinha escalado bem.

Passado um tempo, pudemos ver o trapalhão atrapalhar seguidamente a reforma da previdência proposta por Paulo Guedes, só salva pela liderança do Rodrigo Maia.

Agora, o capitão quer escalar a equipe do Ministro Sérgio Moro. Não entendeu que, quando se delega, cobra-se resultados, mas não se interfere na gestão. Ademais, a Polícia Federal é um órgão de estado e não de governo, existe uma hierarquia, a qual o capitão deveria conhecer e respeitar.

Olha, admiro a competência, diplomacia, paciência, fidelidade e ética do Sérgio Moro. Ele é muito, mas muito maior do que quem o chefia. Contemporiza em prol do Brasil.

Outro já teria chutado o balde.

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