Servidor Público – Por Que Brigar

Renato Follador



Servidores públicos me perguntam se há risco de eles terem problemas com suas aposentadorias no futuro. Olham para os colegas do Rio Grande do Sul, Rio de janeiro e Minas Gerais, que não recebem salários regularmente, e se inquietam.
Vejam, diferente do governo federal, que pode emitir moeda, títulos públicos e contrair empréstimos internacionais, os estados e municípios não têm essas alternativas de aumentar suas receitas. Eles administram um orçamento cada vez mais apertado. Não sobra quase nada para fazer investimentos, pois a folha de ativos e inativos cresce sem parar.
No futuro, os governantes serão meros gerentes de recursos humanos, pois vão arrecadar impostos só para pagar a folha. Aliás, é o que já acontece nos estados que citei.
Mas respondendo às perguntas, o serviço público terá regras homogêneas ao INSS no que diz respeito à idade mínima e à fórmula de cálculo da aposentadoria.
Com relação à idade, hoje o servidor público já tem uma carência de 60 anos e a servidora de 55 anos. Assim, eles serão menos prejudicados que os trabalhadores do setor privado que ainda se aposentam, em média, aos 54 anos.
Com relação à fórmula de cálculo, se eu fosse servidor, defenderia o fator previdenciário. Por ele, um servidor com 65 anos de idade e só 35 de contribuição teria fator 1 e a máxima aposentadoria possível.
Por fim, não haverá aposentadorias garantidas se não houver previdência privada obrigatória no setor público.renato.follador

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