Sociedade de Consumo

Renato Follador


A revolução industrial dos século XVIII e XIX proporcionou dois fenômenos que mudaram para sempre o mundo: a migração do campo para a cidade e a substituição da ferramenta pela máquina.

Com esses dois ingredientes nasceu a sociedade de produção industrial e o mercado de consumo no século XX. 

Agora, no século XXI, vivenciamos o que o sociólogo polonês Zygmunt Bauman denomina de sociedade de consumo.

Chegamos à chamada pós-modernidade, supervalorizando o material e o simbólico, estabelecendo a lógica consumista em torno das aparências, do hedonismo, do narcisismo, da efemeridade e do individualismo. Aliás, o constante incentivo marqueteiro à aquisição de bens e serviços consolidou mais o ter do que o ser. E a evolução tecnológica acelerou o processo de inovação e a velocidade com que o luxo que compramos vai da loja para o lixo.

Hoje, existem 4 perfis de consumidores:

Perfil 1: adquirem produtos e/ou serviços que não precisam;

Perfil  2: adquirem produtos e/ou serviços que não precisam, com o dinheiro que não tem;

Perfil 3: adquirem produtos e/ou serviços que não precisam, com o dinheiro que não tem,

para impressionar alguém; e

Perfil 4: adquirem produtos e/ou serviços que não precisam, com o dinheiro que não tem,

para impressionar alguém e aparentar o que não são.

Todos nos encaixamos em algum deles. Que pobreza!

Que a pandemia nos ensine a encontrar o ponto de equilíbrio.

 

 

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