Um minúsculo vírus

Renato Follador


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Dirigindo por Curitiba, sinto tristeza no ar, melancolia, desânimo nos olhos das pessoas.

A tão esperada relaxada sem risco da pandemia não passou de um espasmo.

É claro que os irresponsáveis continuam agindo como se o COVID não mais existisse, debochando da sociedade, à qual não resta iniciativa diferente do que fechar as portas da casa e voltar para o marasmo do isolamento, sem perspectiva de volta a uma vida outrora conhecida como normal.

A empolgação de poder se reunir novamente nas festas de fim de ano, de dar um beijo na mãe querida, um abraço no pai idoso, rir das crianças em algazarra à espera do Papai Noel, e do jantar delicioso temperado com amor terão que ser cancelados. E como é duro cancelar a celebração do amor!

É, 2.020 será um ano que não existiu, como se a Força Maior que nos governa dissesse: vocês têm que fazer uma reflexão profunda sobre o que querem fazer com a preciosa vida que lhes dei. Da mesma forma como lhes dei a vida, com ela veio o livre arbítrio para decidir entre a dor e o amor, entre o altruísmo e o egoísmo, entre bondade e maldade, entre servir e servir-se da sociedade, entre estender a mão ou recolher a mão ao irmão sofrido.

A luta que travamos é entre a luz e a escuridão, o ser humano e o ser desumano.

Um minúsculo vírus tenta ser mais poderoso que 7,5 bilhões de humanos. E está conseguindo, se não mudarmos.

 

 

 

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