Um nada

Renato Follador


No antigo normal, fiz este comentário: sexta-feira é um dia maravilhoso. Véspera de não fazer nada ou, melhor, de fazer tudo que queira e não o que o patrão queira.

Esticar a noite num cinema, num show, num jantar ou numa balada, já que não tem que levantar cedo no sábado, embora o sábado pela manhã seja um período especial para fazer aquele exercício físico postergado a semana toda.

Sexta-feira é bom não só pela nossa alegria, mas, também, pela alegria dos outros, que contagia e traz um astral diferente para a cidade.

Olha, se eu pudesse criar uma semana ideal, o faria só com uma sexta-feira, um sábado e um domingo. Sim, é importante trabalhar na sexta, afinal temos que ser úteis; e um dia de trabalho não mata ninguém.

Mas, a semana ideal incorporou excessos nas bebidas, nas drogas, na libertinagem, no desrespeito à vida alheia, na irresponsabilidade com nosso próprio corpo. A humanidade rompeu com limites de todas as naturezas, extrapolou em todos os sentidos.

Pois, então, a Natureza, ou o Princípio Criador, ou a Consciência Suprema, ou Deus, como queiram chamar, veio nos lembrar da importância da moderação, da família, do lar, das relações amorosas, da solidariedade, da compaixão, do estender a mão a um irmão.

A lei maior da ação e reação imperou e estamos colhendo o que semeamos.

Não temos mais sextas-feiras, nem finais de semana.

Até aprendermos a nos respeitar e a respeitar o próximo será assim. Uma semana sem dia nenhum.

 

 

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