Um olho no bolso, outro no futuro

Renato Follador


Que lição dura! Não saber se vai perder o emprego, se vai diminuir o salário, se vai conseguir vender os produtos para entrar um dinheiro, se vai poder pagar as contas, se vai perder o carro, se vai precisar vender o imóvel, se vai ter que voltar a morar com os pais, se isso vai durar muito, se vai faltar dinheiro até para comer.

Pois é, uma tristeza que o brasileiro médio só pensa no presente e tem forte crença que as coisas ruins só acontecem com os outros.

A prudência é o medo caminhando na ponta dos pés, planejamento não é só estar preparado para a oportunidade, mas também para o imponderável, e a maior virtude do homem sábio é não depender de ninguém, pois de onde menos se espera que venha alguma coisa…é que não vem nada mesmo.

Aprendam, ouvintes, definitivamente que temos que ter reservas financeiras para as emergências, para tempos de escuridão e também para as coisas boas, como uma viagem com a família, para trocar de carro ou para poder viver sem trabalhar, aposentado.

Tem uma regra infalível: 10% do teu presente compram 100% do teu futuro. Eu pratiquei e hoje estou bem e em paz.

Sabem qual a primeira conta que devemos pagar quando rebemos nosso salário? A nossa, para nós mesmos.

Explico. Dez por cento do salário líquido deve ir para nossa poupança, nosso investimento. Os outros 90% para vivermos o dia a dia.

Não tenho dúvida. Milhões de brasileiros, após pandemia, vão viver com um olho no bolso e outro no futuro.

 

 

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