Economia deve ser principal tema das eleições, prevê Romanelli

Para o deputado Romanelli, a economia deverá ser o principal tema dos debates na campanha eleitoral para a Presidência da República

Pedro Ribeiro - 27 de maio de 2022, 12:47

Foto/Divulgação
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A pouco menos de cinco meses das eleições para a Presidência da República, Câmara Federal, Senado, Executivo e Legislativo estaduais, pouco se tem conhecimento de propostas dos candidatos, principalmente dos candidatos ao Palácio do Planalto. Para o deputado estadual, Luiz Cláudio Romanelli (PSD), “as questões que afetam a economia brasileira devem ser o principal tema da eleição presidencial”.

Segundo o deputado, que concedeu entrevista à Rádio Graúna FM, de Cornélio Procópio, o eleitor precisa estar atento às propostas dos candidatos para tirar o Brasil da difícil situação em que se encontra.

“Qual é a solução que os candidatos vão apresentar para tirar o País de onde está. Este é o questionamento que o eleitor deve fazer”, pondera. “Hoje, o cenário é muito desfavorável para quem vive de salário”, acrescenta ele, salientando que o nível da inflação é preocupante. “A inflação afeta a vida das pessoas mais pobres, dos trabalhadores, da classe média, dos pequenos empresários. É o pior imposto que existe”.

Taxa de juros

De acordo com Romanelli, a receita usada atualmente para controlar a inflação é a elevação dos juros, que retrai ainda mais o ciclo econômico. “Esta receita ortodoxa é boa só para quem tem dinheiro. Para o comércio e a indústria, e quem vive o dia a dia, a coisa só piora”.

O deputado relata que empresários que tomaram financiamentos pelo Pronampe (Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte), para enfrentar os reflexos da pandemia, estão pagando taxas quatro vezes maiores do que no início. “Muita gente contratou empréstimo para poder sobreviver e hoje estas pessoas estão de cabelo em pé”.

Analistas econômicos projetam uma inflação de 8,5% para este ano e de 6% para 2023. A meta estabelecida pelo governo federal, de 3,5% ao ano, só deve ser alcançada no segundo semestre de 2024. “Esta conjuntura estimula uma inércia na economia que há tempos não víamos. Tudo isso tem reflexo no emprego e na renda do trabalhador”, avalia Romanelli.