Forças Armas explicam compra de próteses penianas por R$ 3,5 milhões

Dois hospitais das Forças Armadas informaram ao Tribunal de Contas da União o por que da aquisição de 60 próteses penianas infláveis, no valor de R$ 3,5 milhões.

Pedro Ribeiro - 30 de maio de 2022, 10:57

foto/internet
foto/internet

 

Do Antagonista, nesta segunda-feira, 30, sobre a compra de próteses penianas pelo Exército: Dois hospitais das Forças Armadas informaram ao Tribunal de Contas da União que a aquisição de 60 próteses penianas infláveis, no valor de R$ 3,5 milhões, ocorreu porque esses modelos são mais parecidos com a “ereção fisiológica”.

“Conforme relatório técnico, a prótese inflável é a prótese que mantém maior semelhança com a ereção fisiológica, pois há um mecanismo para fazer o pênis ficar ereto e voltar ao seu estado normal, além disso possui menor percentual de extrusão”, diz um dos documentos obtidos pelo UOL.

Os militares disseram ainda que as próteses maleáveis, as mais baratas, “deixam o pênis em permanente estado de ereção tendo o paciente que dobrar o pênis para vestir uma roupa”.

“Tal situação pode gerar constrangimento quando o paciente for usar roupas de banho ou quando se aproximar de familiares e/ou amigos, além de outras situações de possível embaraço em aglomerações, tal qual no uso de transportes públicos.”

O Portal da Transparência aponta que os gastos foram realizados em três pregões eletrônicos em 2021. Segundo as especificações, são próteses de silicone com comprimento que varia de 10 a 25 centímetros. O objeto é indicado para casos de disfunção erétil. (O Antagonista)