Gazeta do Povo publica direito de resposta da Rádio 90.1 FM

Editorial - Paraná Portal


Recente matéria do jornalista Roger Pereira, da Gazeta do Povo, motivou a apresentação de um pedido resposta pela Rádio 90.1 FM, de Curitiba, que foi atendido com a publicação de esclarecimentos ao final do texto, em rodapé, como é possível conferir no site da Gazeta, já atualizado.

O texto do colunista afirma equivocadamente, induzindo os leitores ao erro, que o vínculo entre a Rede CBN nacional e a Rádio 90.1 FM terminaria em 31 de outubro de 2021 por questões ligadas à concessão da concorrente Band News FM ao Grupo JMalucelli, também detentor do sinal da CBN em Curitiba, além de outros fatores completamente alheios ao contexto do encerramento das transmissões, sem que o jornalista possuísse fonte confiável quando fez tais afirmações.

Não satisfeita com a publicação dos esclarecimentos ao final da matéria, em espaço secundário, a Rádio 90.1 informou que pedirá judicialmente o exercício apropriado do seu direito, com exclusão e substituição do texto errôneo pela resposta, no mesmo espaço e com o mesmo destaque dado ao texto do jornalista.

De qualquer maneira, mesmo sem veiculação adequada, a publicação da resposta representa avanço, pois mostra um raro reconhecimento, pela Gazeta do Povo, que o mau jornalismo pode e deve ser coibido.

Confira a íntegra da resposta da Rádio 90.1 FM:

“DIREITO DE REPOSTA

Em matéria veiculada no site da GAZETA DO POVO em 18/10/2021 o jornalista ROGER PEREIRA afirmou que a Rádio CBN Curitiba não teria conseguido renovar o seu contrato com o grupo Globo porque (i) a JMalucelli, proprietária da emissora, também seria concessionária de outra rádio concorrente; (ii) porque o seu titular estaria envolvido na “Operação Rádio Patrulha”, do Ministério Público, e porque, finalmente, (iii) o Grupo JMalucelli teria firmado um acordo de leniência admitindo a prática de irregularidades em contratos com o governo do Paraná.

Exceto pela notícia sobre o término do contrato de concessão, todas as demais informações publicadas pelo jornalista são errôneas e induzem o leitor ao erro, uma vez que:

Primeiro: até a notificação de não renovação por parte da RÁDIO EXCELSIOR (“REDE CBN”), ocorrida em 28/09/2021, não houve qualquer tratativa – formal ou informal – de extensão do prazo contratual entre as partes.

Segundo: nos contatos pessoais e por escrito, via carta, telefone, e-mail ou WhatsApp, entre os representantes da Rede CBN e da Rádio 90.1 FM, jamais existiu alegação ou insinuação de que a concessão da Rádio Band News ao grupo JMalucelli seria fator de rescisão do contrato de veiculação da CBN em Curitiba.

De igual modo, nunca se falou entre as partes sobre a Operação Rádio Patrulha, sobre seus envolvidos ou eventuais efeitos de tal investigação sobre o contrato de concessão da CBN, daí porque resta claro que as afirmações feitas pelo jornalista da Gazeta do Povo são fruto apenas de sua mente criativa, e não de fonte confiável, devendo ser veementemente rechaçadas.

Terceiro: o acordo de leniência citado na reportagem não envolve o grupo econômico JMalucelli nem a ele se estende, a título solidário ou subsidiário, eis que limitado a apenas 3 (três) pessoas jurídicas que o integram.

Essa informação é de caráter público e sua manipulação constitui maliciosa tentativa de tratar o todo pela parte, quando se sabe que o grupo JMalucelli é formado por um universo de mais de 80 (oitenta) empresas, sem que a Rádio 90.1 FM jamais tenha sido investigada nem citada em operação policial alguma.

A Rádio 90.1 FM não apenas foi excluída de qualquer investigação ou acordo com o MP – porque, como dito, nunca foi referida em qualquer procedimento criminal – como também divulgou amplamente todas as operações das autoridades policiais e do Ministério Público, em âmbito local ou nacional, inclusive a “Operação Rádio Patrulha”, sempre que tais fatos foram notícia.

A tentativa de “embaralhar” os fatos e empresas e encobrir a verdade não pode nem deve prosperar, sob pena de se subverter por completo o papel do jornalismo informativo.

Quarto: o prazo contratual entre a Rede CBN e a Rádio 90.1 FM foi abreviado em 60 (sessenta) dias, para 31.10.2021, de comum acordo entre as partes e por iniciativa da Rádio 90.1 FM, dentro de um espírito de absoluta tranquilidade e de mútuas concessões, inclusive a dispensa do pagamento de multas e encargos, sem o veneno nem a interferência dos “fatores” especulados na matéria.

Em quinto e último lugar: as falsas informações e associações indevidas lançadas na matéria objeto da presente resposta causam prejuízos ao nome e à imagem da Rádio 90.1 FM, cuja trajetória de bons serviços prestados ao jornalismo curitibano e paranaense é incontestável, sendo necessária a presente resposta para que se restabeleça a verdade, em respeito ao leitor.

Atenciosamente,

Rádio 90.1 FM”

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