Dívidas: Melhor não tê-las!

Janaina Chiaradia


In Loco: transmitindo informações e compartilhando experiências.

Da série: pare, olhe, invista!

Por Hildebrando Matheus Pinheiro…

Mais uma da série, que vem causando impacto na sociedade, e que, veio da troca de conversas com o profissional na área financeira, Hildebrando Matheus e seus convidados… cada qual na sua área de atuação e com seus estudos… auxiliando a sociedade na arte de saber investir, mesmo em meio a pandemia instaurada.

Vamos aos diálogos da semana, afinal, você já pensou em:

 

Dívidas: Melhor não tê-las!

Por Hildebrando Matheus [1]

 

Qual o total de suas dívidas? Quais são as taxas de juros? Qual o valor das parcelas mensais? Quanto tempo você vai levar para quitá-las e quanto vai pagar de juros no final? É importante saber essas coisas ao se empenhar para livrar-se das dívidas. Para isso, você leitor, vai fazer um inventário das dívidas. Tire um tempo ainda nessa semana e juntamente com a família faça uma reunião familiar das finanças. Caso tenha filhos, envolva-os para que desde cedo aprendam a importância do controle financeiro e delegue responsabilidades para ajudar no controle de gastos.

Para alcançar qualquer coisa difícil, inclusive livrar-se das dívidas, seu desejo deve ser maior que os obstáculos. Pagar mais do que o mínimo do que deve vai encurtar o tempo que leva para você se livrar da dívida e poupará a você muito dinheiro em juros. Você criou um orçamento e vem acompanhando suas dívidas certo? Agora pense: Como você pode disponibilizar algum dinheiro de suas despesas para fazer pagamentos extras de suas dívidas? O método de transferência é uma excelente maneira de quitar suas dívidas. Vamos imaginar que no momento, você pode pagar um valor extra de R$ 50,00 por mês. Quando você quita a dívida, o que você deveria fazer com o dinheiro que estava sendo destinado para aquele empréstimo? Transferir para pagar outros empréstimos! É usando esse simples método que você realmente começa a se livrar das dívidas mais rápido. Podemos pensar em algumas medidas que a depender da situação, podem ajudar nessa grande meta.

1 – Encontre um novo emprego, ou um emprego melhor: As rendas adicionais de um segundo emprego, ou de um negócio adicional, podem acelerar seu plano em quitar as dívidas de maneira mais rápida.

2 – Venda algumas coisas da qual consegue viver sem. Utilize sites de vendas disponíveis para realizar a oferta.

3 – Diminua: Às vezes, sua melhor mudança é se mudar – literalmente. Uma casa, um apartamento ou um carro menos dispendioso pode ser uma excelente opção.

 4 – Refinancie a dívida: Em alguns casos é possível refinanciar seus empréstimos e obter um juro mais baixo, principalmente agora que temos a opção de portabilidade de crédito entre as instituições financeiras. Pesquise e utilize a ferramenta a seu favor!

5 – Busque ajuda de mentores ou consultores financeiros. Em muitos lugares as pessoas podem ter acesso a consultores financeiros sem nenhum custo. Procure ajuda nas instituições financeiras ou através de organizações que oferecem o serviço de forma responsável.

Mesmo que esteja precisando muito de dinheiro, tente evitar os empréstimos. A não ser que você peça emprestado a alguém que não vai lhe cobrar juros, que não irá impor nenhuma condição, que não pedirá sua casa como garantia nem acabará com a amizade de vocês por causa dessa operação – o que me parece uma grande fantasia. Não existe dinheiro grátis!

Se uma pessoa empresta, ela vai querer de volta – e junto com mais alguma coisa. E esse item adicional é o que destrói quase todos nós e o que nos impede de prosperar. Uma coisa é certa, você não vai conseguir se livrar das dívidas se continuar contraindo mais dívidas. Há somente dois passos simples para ajudar a parar de contrair dívidas:

1 – Criar um fundo de Emergência, tema que já foi abordado em um artigo recente.

 2 – Abandonar o uso de cartão de crédito e empréstimos.

Primeiro, continue a fazer sua reserva do fundo de emergência e use somente quando necessário em vez do crédito. Mas, lembre-se de repor o valor que utilizou de maneira mais rápida possível.

Segundo, pare de contar com dívidas de consumo utilizando seu cartão de crédito. Sugiro uma “cirurgia plástica” em suas finanças. É algo totalmente indolor: Corte seus cartões de crédito. Nenhuma conveniência tem causado tanta instabilidade na vida financeira das famílias quanto o uso do cartão de crédito, que se mostra ser mais eficiente que o chicote para fazer as pessoas produzir. Que possamos ter responsabilidade ao lidar com as dívidas que podemos adquirir ao longo de nossa vida, e ter sempre em mente que temos a responsabilidade de elevar-nos da mediocridade para a competência, do fracasso para a realização. Como disse sabiamente Martin Luther King: “Suba o primeiro degrau com fé. Não é necessário que você veja toda a escada. Apenas dê o primeiro passo.” Nossa tarefa é nos tornarmos melhores do que podemos ser.

[1] Hildebrando Matheus é administrador; pós-graduado em Administração Internacional pela Fundação Getúlio Vargas (FGV); Pós-graduado em Business and Economic Strategies pela University of Califórnia San Diego (UCSD). Possui MBA em Gestão Financeira, Controladoria e Auditoria pela Fundação Getúlio Vargas (FGV); MBA Mercado Financeiro pela Faculdade de Educação Superior do Paraná (FESP) e Especialização em Mercado Financeiro pela University Yale.

 

 

 

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Janaina Chiaradia
Jurista, Mestre em Direito, Professora, Palestrante e Escritora.