Do direito ao amor… e o homem do futuro…

Janaina Chiaradia

Aproveitando a temática do dia de hoje, em que o amor está em destaque, parece-me bem oportuno refletir sobre os direitos envolvidos nesse sentimento…

Inevitavelmente vou iniciar pela própria constituição federal, nossa lei maior, que em vários momentos assim se apresenta:

No preâmbulo da carta magna, há menção expressa do “bem-estar”, nos artigos 1º, 226, § 7º, 227, 230 “da dignidade”, o art. 3º, IV, “promover o bem de todos”, sem contar o art. 5º, que elenca os direitos a igualdade, liberdade, segurança, e, sem dúvida à vida.

Iniciando pelo amor à vida, não há como deixar de lembrar do nascimento das crianças, em especial, dos meus pequenos… um amor como esse é imensurável… o primeiro toque, olhar, sentir do coração, carinho, enfim, de todos os momentos marcantes que inicia com a maternidade. Esse amor, igualmente, transmito aos meus pais, pela oportunidade de viver. E a minhas irmãs pelo ela que segue nas correntes sanguíneas.


Outro amor inquestionável, se reporta a questão da crença, para aqueles que assim entendem… amar um ser superior, perceber o seu carinho, a sua proteção, sem que para isso, seja necessário ver, apenas sentir… assim como o vento…e para mim, a maior manifestação de amor… a vida de Jesus Cristo.

Outra forma de amar… sua profissão… como é motivador iniciar o dia com atividades que despertam a vontade de realizar, inovar, melhorar, criar, enfim, se reinventar, ou até mesmo, preservar. E aqui, faço uma ressalva as minhas motivações profissionais: a advocacia, as aulas e palestras, as escritas (sou muito feliz com as entrelinhas do Direito).

Amar o convívio com os amigos, muitas vezes, irmãos de coração, que escolhemos no decorrer dos anos, nos momentos vivenciados, nas melhores e mais difíceis situações.

Amar aos aos animais, independentemente de suas espécies, estilos e forma de viver, são seres que merecem respeito, e possuem legislação própria.

Enfim, amar a humanidade, mesmo com tantas (in)coerências, (in)justiças, (in)diferenças, conflitos, que até mesmo me leva a reflexão, se ainda podemos nos deparar com os mais diversos significados de “humanidade”.

Amores iniciam e tem o seu término, outros, porém, se eternizam.

Pessoas entram em nossas vidas, e outras saem, algumas ainda, retornam…

Aqui vale lembrar dos versos de Vinícius de Moraes, em sua poesia “soneto de fidelidade”, que assim retrata o amor:

De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento

E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.

A duração dos relacionamentos vai caminhar conforme os laços instituídos pelas pessoas e seus interesses.

Somos livres, para pensar, para agir e para amar.

Por tanto, os direitos consagrados em nossas legislações, nos remetem a pensar melhor sobre o futuro… o homem do futuro…

Aquele que tem a liberdade de amar e ser amado… tem o direito de buscar seus objetivos, de deixar o seu legado, e se preparar para o que ainda está por vir…

Que o amor invada o homem do futuro, para que em meio a tantas novidades da sociedade, consiga preservar seus valores, princípios e atitudes preciosas, para que, enfim, a humanidade possa atingir um significado bem mais consistente.

Deixo um vídeo do filme brasileiro “o homem do futuro”, afinal, temos nosso próprio tempo:

Aos enamorados pela vida, pelas pessoas amadas, pelo melhor do futuro, um dia bem especial!

Abraços

Janaína Chiaradia

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Janaina Chiaradia
Jurista, Mestre em Direito, Professora, Palestrante e Escritora.