Fundo de Emergência: É hora de usar?

Janaina Chiaradia


In Loco: transmitindo informações e compartilhando experiências.

Da série: pare, olhe, invista!

Do escritor do instituto PMIF Hildebrando Matheus…

Mais uma da série, que vem causando impacto na sociedade, e que, veio da troca de conversas com o profissional na área financeira, Hildebrando Matheus e seus convidados… cada qual na sua área de atuação e com seus estudos… auxiliando a sociedade na arte de saber investir, mesmo em meio a pandemia instaurada.

Vamos aos diálogos da semana, afinal, você já pensou em:

 Fundo de Emergência: É hora de usar?

Nada é tão certo em nossa vida quanto o inesperado. Para analisarmos a questão tema deste artigo, gostaria que você leitor pensasse nas seguintes questões: Qual seria o impacto financeiro em sua família se um de vocês ficasse muito doente, ou talvez, até mesmo falecesse? Qual seria o impacto financeiro de um incêndio ou um acidente de carro? Esses tipos de adversidades acontecem, e se não estivermos preparados, elas podem causar problemas financeiros ainda maiores.

Ao acompanhar suas despesas por pelo menos quatro semanas, você deve ter identificado a quantia necessária para um mês de despesas da família. Sua reserva de emergência para um mês deve ter esse valor. Para criar seu fundo de emergência, você deve poupar dinheiro em local seguro e acessível, como uma boa conta bancária e investimentos de rápida liquidez  – como aplicação em CDB, Fundo de Tesouro Selic simples, e o mais importante, que seja, conforme mencionado, a liquidez em D+0 (liquidez imediata ou D+0 significa que o dinheiro entrará na sua conta no momento do resgate).

Não use esse dinheiro para nada além de emergências. Se você tiver uma emergência e precisar usar esse dinheiro, comece a repor imediatamente o dinheiro do fundo, até que ele esteja completo novamente. Mais tarde, depois de pagar suas dívidas de consumo, você começará a poupar dinheiro para cobrir suas despesas por 3-6 meses. O cálculo pode variar de pessoa para pessoa, a depender do padrão de vida seguido. Uma pessoa que tem despesas mensais de R$2.000,00 isso significa uma reserva de R$12.000,00, já uma pessoa com despesas de R$5.000,00, a reserva deveria ser de R$30.000,00.

Você deve trabalhar o mais rápido possível para criar seu fundo de emergência, coloque nele todo dinheiro extra que receber. Para ajudar a acelerar esse progresso, você pode tentar conseguir um novo emprego, vender algumas coisas com as quais pode viver sem ou eliminar algumas despesas desnecessárias. Imagine que uma das adversidades acima realmente tivesse acontecido hoje, quais ajustes você teria que fazer em seu orçamento? Não espere o pior para começar a economizar, já dizia o velho ditado popular: é melhor prevenir do que remediar. Como já dizia Buffet: “Quando a maré baixa é que descobrimos quem estava nadando nu”.

O propósito do fundo de emergência é ajudá-lo a passar por crises financeiras. Não se sinta culpado por usa-lo nessas situações. Durante sua utilização, examine atentamente todas as suas despesas e contas e determine quais devem ter prioridade imediata e quais podem ser adiadas por um curto período sem uma multa muito alta. Pode ser necessário ligar para credores para renegociar e solicitar juros mais baixos, mas seja prudente e pesquise as consequências de atrasar contas antes de fazê-lo. Pode ser necessário cortar despesas desnecessárias por um tempo, se possível. Concentre-se em alimentação, abrigo, utilidades e o transporte necessário antes de pagar outras dívidas.

Você pode usar seu fundo de emergência para qualquer coisa que precisar – desde despesas da família, até franquias de seguro. Seja sábio ao usá-lo para coisas certas no momento certo. Tenha em mente que sua reserva é como um salva-vidas, nunca se sabe quando vai precisar, mas caso precise, vai ser bom que ele esteja lá.

Se você chegou até aqui lendo este artigo e agora sabe a importância do tema, mas por algum motivo ainda não tem um fundo de emergência, fica o conselho: Todos nós podemos ser melhores do que somos agora. Você deve deixar de lado o desânimo. Muitas vezes nos tornamos complacentes e isso destrói nosso progresso. Se não mudamos, não crescemos. Se não crescemos, não estamos realmente vivendo.

Se uma pessoa tornar sua atitude em relação ao dinheiro correta, isso vai ajuda-la a resolver quase todas as outras áreas em sua vida. Billy Graham

 

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Janaina Chiaradia
Jurista, Mestre em Direito, Professora, Palestrante e Escritora.