Investimentos: Hora de Comprar Ações?

Janaina Chiaradia


In Loco: transmitindo informações e compartilhando experiências.

Da série: pare, olhe, invista!

Do escritor do instituto PMIF Hildebrando Matheus…

Mais uma da série, que vem causando impacto na sociedade, e que, veio da troca de conversas com o profissional na área financeira, Hildebrando Matheus e seus convidados… cada qual na sua área de atuação e com seus estudos… auxiliando a sociedade na arte de saber investir, mesmo em meio a pandemia instaurada.

Vamos aos diálogos da semana:

Investimentos: Hora de Comprar Ações?

Em tempos de grandes incertezas, a maioria das pessoas que poupam algum dinheiro quer a resposta para a grande questão: Onde Investir?

Antes de responder rapidamente a questão, precisamos nos lembrar até onde conseguimos chegar antes da derrocada atual. A data era 23/01/2020, com negociações impulsionadas pela alta dos bancos o índice Ibovespa havia subido 0,96% no pregão daquela quinta-feira e atingido 119.534 pontos, renovando a máxima histórica.

O ano havia começado com a expectativa de crescimento para o Brasil na casa dos 2%, com uma recuperação da economia mesmo que a passos não tão rápidos, com a queda na taxa de desemprego de forma gradual, a retomada do setor da construção civil, e acima de tudo, ainda sentíamos a alegria que 2020 seria com base em nossas metas e promessas traçadas de início do ano.

O ano passado entrou para a história, afinal a bolsa subiu 32% batendo ouro, dólar e se tornou o melhor investimento de 2019, o reflexo da euforia podemos ver nas manchetes que seguiram no mês de março deste ano com a bolsa realizando o circuit breaker. O circuit breaker é acionado em momentos de forte queda de preço dos papéis negociados na bolsa. O primeiro acionamento é feito quando o Ibovespa desvaloriza 10% em relação ao valor de fechamento do dia anterior, a negociação é interrompida por 30 minutos. No momento que escrevo este artigo, o índice Ibovespa está cotado a 74.163 pontos, ampliando uma queda de 38% para 2020.

Bom, agora que sabemos a máxima que chegamos e onde estamos hoje, a pergunta feita é: Se as ações estão em baixa, é hora de comprar certo? A reposta vem de ninguém menos que Warren Buffett, considerado o maior investidor de todos os tempos:

“Tenha medo quando os outros estiverem gananciosos e seja ganancioso quando os outros tiverem medo” – a frase foi dita em 2008 pelo bilionário, mas certamente pode ser um grande conselho para os investidores nos tempos sombrios em que estamos vivendo.

Lembre-se que a característica mais marcante das ações é a oscilação do preço. Mesmo com essa volatilidade, porém, a bolsa é um ótimo negócio, porque proporciona elevada rentabilidade em longo prazo (entre 5 e 10 anos), quer um exemplo? Tem vários, segundo dados levantados pela Economática.

Lojas Americanas (LAME3) – Retorno em 10 anos (valorização da ação + dividendos): 607,5% Retorno em 10 anos (valorização da ação): 533% Retorno em 10 anos (descontada a inflação do período): 313%.

Hering (HGTX3) – Retorno em 10 anos (valorização da ação + dividendos): 3.459% Retorno em 10 anos (valorização da ação): 2.889% Retorno em 10 anos (descontada a inflação do período): 1.979%.

A questão é que se trata de um tipo de investimento que requer ação rápida se seus objetivos já foram alcançados ou paciência para deixar seus investimentos aplicados durante um longo tempo. O que não podemos fazer em hipótese alguma é se desesperar em momentos de queda brusca das ações em determinado período e sair correndo desesperado para tirar o dinheiro da bolsa, seguindo o conhecido efeito manada.

Ao escolher empresas para compor sua carteira, pense na solidez da companhia, certamente após a quarentena da qual estamos passando, as empresas aéreas vão continuar com suas grandes demandas, as exportações vão continuar seguindo e as empresas de turismo vão continuar vendendo seus pacotes, afinal, vivemos em um mundo globalizado, onde as pessoas precisam viajar para realizar turismo e fazer negócios, por este motivo acredito na recuperação dessas companhias. Mas mesmo com a maioria das ações em baixa, é momento de termos responsabilidade e cautela, e antes de sair as compras de qualquer ação que seja, tenha sempre em mente: É melhor uma pequena cautela do que um grande remorso.

 

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Janaina Chiaradia
Jurista, Mestre em Direito, Professora, Palestrante e Escritora.