Meus valores determinam quem sou!

Janaina Chiaradia


In loco: transmitindo informações e compartilhando experiências

Da série “A Bíblia e a Gestão de Pessoas”

A série de hoje, do In Loco, vai nos proporcionar mais uma das lições do mestre, Paulo de Araújo, portanto, aprecie a lição e aprimore seus conhecimentos:

Meus valores determinam quem sou

Muita gente não consegue permanecer em determinados empregos porque seus valores pessoais não compactuam com os de seus pares.

O que é muito valioso para alguém pode ser totalmente relativizado por outra pessoa.

Em nossa cultura brasileira o tempo não possui o mesmo valor que tem para um europeu, ou um norte-americano, por exemplo. Quando marcamos um encontro, ou uma reunião para um determinado horário, já sabemos de antemão que vários dos envolvidos irão chegar atrasado. Portanto, vamos ter que ficar esperando.

Ao contrário de nós, um europeu ou um norte-americano jamais se atrasaria. Inclusive, estes últimos valoram o tempo em dinheiro; é deles que vem a famosa expressão time is money (tempo é dinheiro).

A verdade, a honestidade, a sinceridade e a justiça são valores inegociáveis para boa parte das pessoas. Se o indivíduo trabalha em uma empresa onde mentir é uma prática comum e plenamente aceitável, porém seus valores não compactuam com esta prática, ele não conseguirá permanecer por muito tempo no emprego.

Para outros a família é seu maior bem. Se a empresa passa a exigir que ele trabalhe horas a mais, inclusive fins de semana, a fim de atingir os resultados estabelecidos, provavelmente ele irá abrir mão deste emprego. Para outros indivíduos a amizade possui um valor muito elevado. Caso ele conviva num ambiente onde os conflitos nas relações interpessoais são constantes, terá dificuldade em trabalhar ali, sua produtividade tende a ficar abaixo de seu potencial.

Existem, também, aqueles que valorizam muito o aprendizado. Para estes o maior bem que podem conquistar é o quanto podem aprender nos ambientes em que transitam. São pessoas que se sentem realizadas com seu próprio desenvolvimento pessoal e profissional. Para indivíduos que possuem esta perspectiva, o saber e o ser valem mais do que o ter.

Há, ainda, as pessoas que têm em sua espiritualidade seu valor mais significativo. Em alguns atendimentos de coaching, que tenho tido a oportunidade de realizar, vários fazem questão de dizer que sua fé em Deus é seu maior valor. Para estes indivíduos, que buscam um alto nível de espiritualidade, seus valores se apresentam de forma hierarquizada. É comum ouvi-los dizer que: em primeiro lugar está Deus, em segundo a família e em terceiro o trabalho.

O Evangelho segundo São João registra um episódio da vida do mestre Jesus que exemplifica bem esta questão. Ele tinha três amigos muito chegados que moravam em uma aldeia chamada Betânia. Durante uma de suas visitas, Maria (irmã de Lázaro) derramou sobre os pés de Jesus um frasco de um perfume muito caro. Ela foi censurada pelos que presenciaram esta cena; eles alegaram que o perfume poderia ter sido vendido por um alto valor e o dinheiro distribuído aos pobres.

Acontece que a intenção daquela mulher era mostrar o quanto Jesus era valioso para ela. Maria fez questão de dizer com seu gesto que a presença de Jesus em sua casa e em sua vida não poderia ser comparada com o preço daquele perfume. Jesus Cristo valia mais.

Portanto, nossos valores determinam quem somos.

Nossos pensamentos, intenções e sentimentos são expressos por intermédio de nossas ações.

Os conceitos e percepções que estão internalizados em nós, nos fazem capazes de transformar valores inconscientes em atitudes conscientes.

 

Paulo Roberto de Araujo – www.gentecompetente.com.br

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Janaina Chiaradia
Jurista, Mestre em Direito, Professora, Palestrante e Escritora.