Nem a Torre de Babel resistiu!

Janaina Chiaradia


In loco: transmitindo informações e compartilhando experiências

 

Da série “A Bíblia e a Gestão de Pessoas”

 

A série de hoje, do In Loco, vai nos proporcionar mais uma das lições do mestre, Paulo de Araújo, portanto, aprecie a lição e aprimore seus conhecimentos:

Nem a Torre de Babel resistiu!  

Esta frase foi imortalizada por um dos comunicadores mais famosos da TV brasileira. Segundo o dicionário Priberam da Língua Portuguesa, trumbicar significa não ser bem-sucedido, sair-se mal.

Nesta pequena crônica desta série quero falar sobre comunicação, ou melhor, o processo de comunicação.

Se alguém te perguntasse: O que causa mais conflitos nas relações humanas?

O que você responderia?

Bem, segundo o que já foi apurado pelos estudiosos e pesquisadores, o fator que melhor explica a causa de conflito em qualquer tipo de organização humana é a falha na comunicação.

E a que se deve isto?

Todos os seres vivos, e principalmente os seres humanos, se comunicam o tempo todo.

A comunicação se constitui num elo entre as pessoas, ela integra aspectos físicos, emocionais e psicológicos; diante disto pode-se afirmar que há grande complexidade no processo que a envolve.

Expressões do tipo: “a gente não se entende”; “não foi isso que eu quis dizer”; “eu havia entendido que você falou…”; “será que eu estou falando grego?” e outras, denotam problemas no processo de comunicação.

Falhas na comunicação podem, inclusive, determinar o fracasso de grandes empreendimentos.

No case bíblico que separei para a série de hoje, há um exemplo claro disto. O livro de Gênesis registra em seu capítulo onze a história da Torre de Babel. Um grupo de homens decidiu construir uma cidade tendo no meio dela uma torre capaz de atingir os céus. O plano deles era ousado e audacioso. Fizeram um planejamento estratégico; providenciaram os imputs do empreendimento, material e mão-de-obra. Organizaram os processos, providenciaram uma boa logística, administraram as ações dentro do tempo programado, depois passaram à fase de implementação. Porém, conforme a narrativa bíblica, estes empreendedores tinham como missão serem considerados e tratados como uma espécie de deuses pelos demais habitantes do mundo.

A intenção deles não agradou nem um pouco a Deus.

A fim de frustrar o arrojado projeto daqueles homens Deus tomou uma decisão, o texto sagrado diz: “Venham, desçamos e confundamos a língua que falam, para que não entendam mais uns aos outros…e pararam de construir a cidade.”

Quando o processo de comunicação sofre intercorrências a ponto de impedir que a clareza, especificidade e objetividade do que se pretende dizer fique comprometido, as coisas param de funcionar. Não há planejamento, por mais bem elaborado que seja, que se sustente e funcione a contento sem uma comunicação eficiente, efetiva e eficaz. Paulo Roberto de Araujo – www.gentecompetente.com.br

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Janaina Chiaradia
Jurista, Mestre em Direito, Professora, Palestrante e Escritora.