O que o Desejo e o Querer podem te ensinar rumo a sua liberdade financeira?

Janaina Chiaradia


In Loco: transmitindo informações e compartilhando experiências.

Da série: pare, olhe, invista!

 

Por Hildebrando Matheus…

 

Mais uma da série, que vem causando impacto na sociedade, em que o profissional na área financeira, Hildebrando Matheus, comenta a respeito de algo muito tendencioso para o atual momento do ano… Vamos aos diálogos da semana:

 

O que o Desejo e o Querer podem te ensinar rumo a sua liberdade financeira?

 

Você sabe a diferença entre Desejar e Querer? No artigo de hoje vamos abordar esse tema tão importante e interessante em nossas vidas, principalmente na questão financeira.

 

Vamos supor que, em um dia comum, você esteja passeando com seu cônjuge em um parque e passe por você aquela atriz famosa ou aquele artista que você adora. O que acontece? Se você for como a grande maioria das pessoas, irá deseja-la ou deseja-lo no mesmo instante.

Agora, imagine que surpreendentemente, naquele dia, o artista ou a atriz retribua seus olhares de desejo. O que você faz? Arrisca a relação com seu cônjuge em nome desse desejo? Muitos dirão que não, pois consideram que as consequências de transformar esse desejo em realidade seriam muito complicadas. Aí está a diferença entre DESEJAR e QUERER.

Em suma, as pessoas não controlam seus desejos, porque eles podem nascer nas estruturas infracorticais do cérebro. Entretanto, quando se processa racionalmente essa emoção, pesando a decisão em termos de perdas e ganhos, pode-se escolher não satisfazer o desejo. Agora imagine: quantas vezes, ao passar pelo shopping, supermercado, lojas do calçadão, você não vê uma bela roupa, um aparelho eletrônico de última geração e satisfaz o desejo de possuí-lo sem pensar nas consequências desse ato para sua saúde financeira?

Desejar objetos de consumo é extremamente comum – e desejar faz bem. Pense que, se não fossem nossos desejos não teríamos evoluído tanto como espécie. O progresso é produto do desejo, e não de nossas necessidades, a grande questão é o que você leitor faz com esse desejo. 

A melhor maneira de fazer naufragar seu sonho de se tornar independente financeiramente é sair gastando tudo que recebe. É preciso conter o desejo de gastar se você quer realmente transformar suas economias em algo maior. Pare de pensar em carros novos, roupas sofisticadas e viagens de férias dispendiosas. Por um tempo será necessário viver com a mente de economizar e guardar em prol de um futuro muito mais rico, além é claro de ter aquela reserva de emergência que já abordamos em outro artigo. 

A prosperidade é como uma corrida, um prêmio a ser conquistado na linha de chegada. Todos nós queremos conquistar essa vitória. Algumas pessoas não conseguem nem chegar ao ponto de partida porque estão carregadas de convicções negativas que as impedem de dar o primeiro passo. Outras, tomadas pela preguiça, abandonam a pista logo no começo. Muitas não alcançam um bom desempenho por se sentirem desanimadas com o trabalho duro exigido. E há ainda outras tantas que tropeçam no mesmo estágio em que você pode estar porque caem em tentação e gastam todo o dinheiro como se não houvesse amanhã. O amanhã não só existe como chega mais rápido do que podemos imaginar. 

A grande verdade é que as pessoas ricas sabem controlar a vontade de gastar – e é por isso que são bem-sucedidas. Quando é necessário apertar o cinto, elas fazem isso. Você amigo leitor também deve aprender a apertar o cinto. Na verdade o ideal é nunca afrouxá-lo. Não compre por impulso. Se você encontrar algo que deseja comprar, espere uma semana. Ainda acha que é realmente necessário comprar aquilo? É provável que a vontade passe. Aumente a chance de controlar seus desejos usando o tempo e a distancia a seu favor. 

Para ilustrar bem o fato de onde o desejo pode levar uma pessoa, compartilho um caso real:

Preocupada com suas dívidas, uma senhora procurou um consultor financeiro para começar a organizar e planejar suas finanças. Seu saldo devedor estava em torno de R$100 mil e seu principal gasto era com roupas que reconhecia não usar. Quando perguntada do motivo pelo qual comprava tanto, não sabia responder. Quando refletiu sobre o assunto, ela deu conta de que a única razão que a fazia voltar sempre às lojas era as pessoas parecerem gostar dela. Ela comprava compulsivamente para sentir-se bem tratada e para ver suas “amigas”, as vendedoras das lojas.

Antes de gastar, pergunte se o item que você deseja consumir vale a quantidade de vida que você precisa despender para compra-lo. Faça um cálculo bem simples: Pegue seu salário e divida o que ganha cada mês por horas de trabalho. Depois calcule quanto o certo objeto de desejo custa em termos de horas. Em seguida, analise se está disposto a trabalhar a quantia de horas que a satisfação de desejo exigirá de você. 

Aprenda a cultivar prazeres de baixo custo e que não se esgotam materialmente, como a arte, a música e a leitura. Procure ensinar seus filhos a gostarem de coisas que podem ser feitas sem despender muito dinheiro. Muitos pais chegam ao final de semana tão cansados que o único lazer que conseguem ter com os filhos é ir a um shopping center. Assim, esses mesmos jovens aprendem que um passeio no shopping é sinônimo de diversão. O que acham de programar um lanche no parque ou brincar com um jogo que gostem? Ou ainda, chamar os filhos para aprender a cozinhar aquela comida que tanto gostam como fazer uma boa pizza ou assar um bolo? Tente fazer esse teste e veja se eles ficam tão ou mais contentes com as fotos que podem tirar durante esses preparos do que em um dia no shopping gastando. Mas atenção: comece logo, pois uma vez que estiverem viciados em consumo, será difícil alterar esse comportamento. É seu dever quebrar o ciclo!

 

Onde há determinação, o caminho pode ser encontrado.

Muito o que pensar e analisar com todo esse contexto!!! Fácil… extremamente fácil…

Abraços a todos!!!

Deus abençoe!!!

Janaina Chiaradia

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Janaina Chiaradia
Jurista, Mestre em Direito, Professora, Palestrante e Escritora.