Pare, Olhe, Invista!

Janaina Chiaradia


In Loco: transmitindo informações e compartilhando experiências.

Dos escritores do instituto PMIF Hildebrando Matheus e André César…

 Eis que surge mais uma séries que vai causar impacto na sociedade, e que, veio da troca de conversas com o advogado André César e do profissional na área financeira, Hildebrando Matheus… cada qual na sua área de atuação e com seus estudos… auxiliando a sociedade na arte de saber investir.

Vamos inaugurar a série:

 O QUE PRECISO SABER ANTES DE COMEÇAR A INVESTIR?

Algo importante que a grande maioria das pessoas não sabe é que não é necessário ter um grande volume de dinheiro ou ser muito rico para investir. Para começar a aplicar no Título Público (uma modalidade de investimento de renda fixa), por exemplo, é necessário ter o valor mínimo de R$30,00. Ou seja, dar a largada rumo a sua independência financeira é muito mais fácil do que se imagina; na realidade é apenas uma questão de decisão de quando começar. O mais difícil é sempre dar o primeiro passo: investir R$ 30,00 em um título público, por exemplo. Uma vez traçado esse passo, a vida do novo investidor se torna mais fácil e mais fluída.

Antes de qualquer coisa o ideal é ter uma meta financeira, saber realmente o porquê você vai se sacrificar deixando de ir a festas todo final de semana, comprando roupas sempre que ir ao shopping, entre outras coisas que sempre temos o hábito de fazer por impulso. O seu objetivo financeiro pode ser de curto, médio ou longo prazo e isso fará a total diferença em seu orçamento e modelo de investimento. Então, ele deve estar bem claro em sua mente. Inclusive, é recomendável que se tenha os seus objetivos escritos em um lugar bem visível como, por exemplo, a parede do seu quarto ou a área de trabalho de seu computador. Deixe em um lugar que sempre você verá: seja o banheiro ao escovar os dentes, seja na sala de estar, seja na cozinha. O critério é: deixe à vista.

Outro fator importante é saber que não há idade para começar a investir: quanto mais cedo melhor, lembrando uma frase do maior investidor de todos os tempos, Warren Buffet, que diz:

“FIZ MEU PRIMEIRO INVESTIMENTO AOS 11 ANOS. EU VINHA DESPERDIÇANDO A MINHA VIDA ATÉ ENTÃO”.

Meus queridos e queridas, vão desperdiçar a vida até quando?

E, ENTÃO, VOCÊ ESTÁ DISPOSTO A ABRIR MÃO DE QUANTO?

Essa questão realmente é a mais importante a ser respondida em todo seu planejamento financeiro. Qual a porcentagem você vai decidir deixar a parte, por você e sua família e mais ninguém? Então, qual vai ser o valor? 10%,12%, 15%, 20% ou mais? Defina o seu limite e faça um círculo em volta dele, sublinhe o número, comprometa-se com ele. Faça-o acontecer. Automatize esse número!

Qualquer que seja esse número, você vai precisar cumpri-lo. Em tempos bons e maus. Não importa o que for. Por quê? Porque as leis de capitalização composta punem até mesmo uma contribuição não realizada. Defina o valor e o tempo em que pretende para utilizar o dinheiro. E depois? Invista/aplique esse percentual tão logo ele caia em sua conta ou em suas mãos. Esse é o primeiro “boleto” que você precisa pagar.

TENHA UM FUNDO DE EMERGÊNCIA

Em nossas vidas sempre podem acontecer imprevistos que habitualmente geram gastos. Para evitar possíveis transtornos e aborrecimentos, o ideal é que tenha no mínimo 6 meses de salário bruto em uma aplicação de baixo risco e de fácil liquidez (aquela aplicação em que é rápido resgatar) como, por exemplo, CDBs, Título Público ou Fundos de Renda Fixa. A ideia é ter disponível o valor de um fundo de emergência quando realmente surgir a emergência. De nada adianta você ter o fundo de emergência, e quando surgir o imprevisto, não ter o valor no momento que precisar.

DIVERSIFIQUE SEUS INVESTIMENTOS

Após constituir seu fundo de emergência você poderá aplicar outro percentual de suas economias caso seu objetivo seja de longo prazo em ativos que buscam uma rentabilidade maior, como Fundos Multimercados, Fundos de Ações e Fundos de Investimento Imobiliário. Na escolha de Fundos de Investimento é muito importante ler o regulamento do fundo e ficar atento a algumas taxas cobradas como a taxa de performance e de administração. Falaremos em outros artigos sobre como investir em cada um e como escolher bem as ações/quotas. De começo isso é o suficiente.

ESCOLHENDO A SUA CORRETORA

Uma decisão importante a fazer para seus investimentos é na escolha de sua corretora. A [B]³ (Bolsa de Valores) disponibiliza uma lista das corretoras registradas que são supervisionadas para que não ocorra fraudes em aplicações que possam lesar os clientes. Tente escolher uma que disponibilize um site ou plataforma que seja fácil de manipular e compreender o retorno de seus investimentos. Falaremos mais sobre isso em um próximo artigo.

QUANTO VOU PAGAR PARA INVESTIR?

É importante saber que ninguém oferece serviço gratuito em se tratando de instituições financeiras. Por isso, esteja ciente que haverá taxas que serão cobradas de acordo com suas movimentações. Por exemplo: se você optar pelo mercado de ações e ficar comprando e vendendo papéis diariamente que é o que chamamos de trader, você terá que pagar um valor por ter feito essas movimentações. Também como foi citado acima, os fundos de investimentos têm taxas de performance (desempenho alcançado) e administração. E as corretoras sempre cobram uma taxa ou percentual pela prestação de seus serviços. É por isso que você tem que ficar bem atento na hora da escolha.

RISCOS

Todo tipo de investimento tem seus riscos. Caso tenha uma característica de aversão à perda, o ideal é investir no Título Público Tesouro Selic, tendo em vista que a Selic é a taxa básica de juros da economia e o Título Público que é quando você empresta seu dinheiro ao governo é visto como um investimento seguro pelos brasileiros. Caso seja um pouco mais arriscado, o ideal é diversificar sua carteira de investimentos em renda fixa e renda variável, algo em torno de 80/20, como já foi mencionado em nosso artigo “Comece a Investir de Forma Segura Agora”, que você pode ler na PMIF.

ACOMPANHE O NOTICIÁRIO FINANCEIRO

Da mesma forma que alguns acompanham de forma assídua os destaques e notícias do futebol, ou o que vai acontecer na novela, fique atento as notícias econômicas; por exemplo, reformas do governo, política externa e interna, queda da taxa de juros, alta do dólar, pois certamente essas notícias vão sim influenciar seu bolso e consequentemente seus investimentos, além de proporcionar conhecimento maior na hora de você escolher em qual ativo investir.

ARRISCAR É PRECISO

Tenha em mente que apenas o primeiro passo é difícil. Se você administrar de forma eficiente seu orçamento e não souber investir, poderá acabar até mesmo com o que economizou caso escolha o investimento errado. Então, cuidado quando oferecem um retorno astronômico ou as chamadas pirâmides financeiras; você nunca sabe quando irá quebrar, além de ser um investimento ilícito. Isso quer dizer que, caso você aplique seu dinheiro e tenha alguma perda financeira, não haverá um órgão regulamentador (CVM, BACEN) para pedir ajuda. Lembre-se: uma operação de investimento é aquela que, após a análise de suas premissas, promete a segurança do principal (valor aplicado no começo) e um retorno adequado (lucros decorrentes da aplicação do principal). As operações que não atendem esses requisitos são especulativas.

Saiba que a coisa mais difícil é tomar a decisão de agir; o resto é apenas a persistência.

Eis, então, a melhor forma…

E vamos aguardar as novas instruções dentro da inteligência financeira: aguardem!

Abraços,

Janaina Chiaradia

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Janaina Chiaradia
Jurista, Mestre em Direito, Professora, Palestrante e Escritora.